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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Ellen DeGeneres
Ellen Lee DeGeneres nasceu e foi criada em Metairie, Louisiana, filha de uma terapeuta da fala, e de um agente de seguros. Ela foi criada dentro da doutrina da Ciência Cristã até a idade de 13 anos. Em 1973, os pais de DeGeneres pediram a separação e se divorciaram no ano seguinte. Pouco depois mudou-se com a mãe para Gruessendorf da área de Nova Orleans para Atlanta, Texas.
DeGeneres se formou no ensino médio em maio de 1976, onde então se mudou de volta para Nova Orleans para estudar na Universidade de Nova Orleans, onde se formou em estudos de comunicação. Depois de um semestre, ela deixou a escola para fazer trabalho de escritório em um escritório de advocacia com sua prima Laura Gillen. Também foi vendedora de roupas, garçonete, pintora de casa, hostess e bartender.
Ellen começou a se apresentar stand-up comedy em pequenos clubes e casas de café. Em 1981, ela foi a mestre de cerimônias no Clube de Comédia Clyde em Nova Orleans. DeGeneres cita Woody Allen e Steve Martin como suas principais influências no momento. No início de 1980, ela começou a turnê nacional, sendo nomeado pela Showtime a pessoa mais engraçada dos Estados Unidos em 1982. Em 1986, ela apareceu pela primeira vez em The Tonight Show, apresentado por Johnny Carson, que comparou-a a Bob Newhart. Quando Carson convidou-a para uma conversa na tela depois de sua performance, ela se tornou a primeira atriz de comédia na história do programa a ser tratado desta forma.
Seu material cômico tornou-se a base do bem-sucedido seriado Ellen 1994-1998, chamado Estes Meus Amigos durante sua primeira temporada. O programa foi popular em suas primeiras temporadas, devido em grande parte ao humor observacional de Ellen, que foi chamada de Seinfeld feminino"
Ellen atingiu o auge de sua popularidade em fevereiro de 1997, quando anunciou publicamente sua homossexualidade no The Oprah Winfrey Show. Posteriormente sua personagem no seriado saiu do armário para seu terapeuta, interpretado por Oprah Winfrey, revelando que ela é gay. O episódio de debutantes, intitulado "O filhote de cachorro", foi um dos mais alta avaliado episódios da série. Os últimos episódios da série tiveram baixa audiência, e o show foi cancelado em 98. DeGeneres voltou ao circuito de stand-up comedy, e em 2001 voltou à telinha com o programa The Ellen Show.
Em setembro de 2003 ela lançou o talk show diurno The Ellen DeGeneres, um enorme sucesso que dura até hoje. Em 2009 foi convidada pra apresentar o American Idol. A experiência foi tão boa pra ela que fechou contrato pra mais 5 temporadas.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Dani Calabresa
Lendo um post recente da amiga Roberta Gregoli, lá no Subvertidas, fiquei pensando nas humoristas mulheres do nosso Brasil. Me lembrei de poucas, mas talvez seja fruto da minha ignorância no meio, já que não sou muito de caçar piadistas no youtube. A talvez mais talentosa comediante da atualidade, explica o motivo de haver tão poucas mulheres no meio, aos 8 minutos desta impagável entrevista ao Danilo Gentili.
Daniella Maria Giusti nasceu em São Bernardo do Campo, em 1981, mas se mudou logo para Santo André. Começou no teatro ainda criança, aos 5 anos, quando sua irmã mais velha, Fabiana Giusti fez uma peça no colégio e chamou-a para fazer uma participação. Sua irmã interpretou Branca de Neve, enquanto ela ficou com o papel do anão Dunga.Quando adolescente se declarava tímida e disse em entrevista que o curso de teatro ajudou a perder a timidez. Ficou famosa no estado de São Paulo ao fazer parte do elenco do Comédia Ao Vivo, porém começou a ganhar fama nacional quando participou dos programas de televisão "Sem Controle" do SBT e "Pânico na TV" da RedeTV!.
Aqui, uma participação sua no Pânico na TV
Publicitária por formação, participou do Quinta Categoria na MTV Brasil no ano de 2008. Hoje ela é âncora do programa "Furo MTV", participou do sitcom Furfles e atualmente, participa do Comédia MTV, ambos da MTV Brasil, além de fazer apresentações de Stand-up comedy no Comédia Ao Vivo, no Teatro Renaissance, em São Paulo. Se casou em 2010, com o cara mais engraçado do mundo, o Marcelo Adnet.
E a seguir, mais uma entrevista dela, agora no Programa do Jô.
A seguir, trechos de sua curta entrevista para a Playboy:
Qual foi o lugar mais bizarro em que você já se apresentou com seu show de stand-up? Uma vez colocaram meu microfone bem na beira de uma piscina e eu passei o show inteiro com medo de dar um passo pra trás e cair lá dentro. E também me apresentei numa fábrica desativada em cima de uma guarita de porteiro, parecia uma piqueteira em uma grave. O povo me assistindo lá embaixo em pé, e eu de saia.
A predisposição das pessoas para rir nos seus shows é inversamente proporcional ao tamanho da sua saia?
Acho que não. Quando eu era desconhecida e aparecia de saia curta no show, acho que as pessoas até pensavam: “Deixa eu ver quem é essa menina de saia”. Os homens ficavam um tempo olhando as pernas, vendo se eu estava de farol aceso, pensando se me pegariam. Mas hoje o cara chega ao show sabendo que é a mina da MTV, já sabem que a Calabresa é louca. Então acho que eu posso até estar de biquíni que as pessoas nem vão olhar, só vão escutar as merdas que eu tenho a dizer.
É bom escrever texto de comédia quando você está bêbada?
Sabe que eu nunca fiz isso?!? Beijo desconhecidos, peço as pessoas em casamento e caio no chão, mas escrever bêbada nunca aconteceu.
Mulher adora homem que a faz rir. A recíproca é verdadeira?
Não, homem geralmente não quer uma mulher que fale palavrão, que seja mais engraçada do que ele. Eles querem uma gostosa comportada. Às vezes você têm um amigo super engraçado que arranja uma namorada séria e sem graça, mas que é linda. Minhas amigas engraçadas sofrem pra arrumar homem.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Hebe Camargo
Nascida em Taubaté, em 1929, a caçula de 6 irmãos. O pai de Hebe era violinista de cinemas, fazendo o acompanhamento de filmes mudos. Com o advento do filme falado o emprego acabou, e a família passou grandes necessidades financeiras Estudou até a quarta série. Em 1943 a família se mudou pra São Paulo, e Hebe começou a se apresentar em rádios como Carmem Miranda, para ajudar no orçamento da casa.
Ainda nos anos 40, junto com duas primas e com a irmã, forma o quarteto "Dó-Ré-Mi-Fá", cantando músicas do quarteto americano Andrews Sisters. Em seguida formou, com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis, a dupla caipira "Rosalinda e Florisbela". Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates, quando abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.
Ela estava no grupo que foi ao porto da cidade de Santos buscar os equipamentos de televisão para a formação da primeira rede brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, na cidade de São Paulo, em 1970. No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo deveria cantar logo no início do TV na Taba (que representava o início das trasmissões) o "Hino da Televisão", mas alegou estar doente e faltou ao evento, sendo substituída por Lolita Rodrigues.
O programa Rancho Alegre (1970) foi um dos primeiros programas em que Hebe participou na TV Tupi, Canal 3, de São Paulo: Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi, sentada em um balanço de parquinho infantil.
A estreia na TV ocorreu, em 1975, no primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, onde chegou a apresentar cinco programas por semana. Para a tristeza de seus fãs, após casar-se com Décio Capuano, em uma das cerimônias mais bela já vista, Hebe, pressionada pelo marido, abandonou a carreira por um período. Enquanto isso, a apresentadora pode realizar um dos seus grandes sonhos, ser mãe. Em setembro de 1965 nasceu Marcello, o primeiro e único filho de Hebe.
A apresentadora voltou para a televisão em 1966. Ano que estreou o “Programa Hebe” no canal 7, a TV Record. Com Roberto Carlos na estreia, o programa sempre foi o maior sucesso, chegando a alcançar 70% de audiência. Foi a partir daí que o sofá tornou-se uma das marcas registradas da apresentadora e Hebe um dos maiores nomes da nossa TV.
No início dos anos 70, a apresentadora resolve se dedicar ao filho e abandona a carreira por um tempo. Eron de Oliveira, em 1973, propôs a ela uma conversa para patrocinar um programa de TV, mas isso não passou de pretexto para que Hebe conhecesse Lélio Ravagnani, com quem a apresentadora teve um novo romance. Os dois ficaram juntos até 2000, quando ele faleceu.
Quase dez anos após abandonar a televisão, no início dos anos 80 a apresentadora voltou para o vídeo, agora na Bandeirantes. O programa fez um grande sucesso, mas, mesmo assim, quatro anos depois da estreia, a direção da emissora resolveu acabar com a atração. Foi ai que Hebe recebeu um convite do SBT, assinando um contrato com a emissora de Silvio Santos em novembro de 1985.
Em 04 de março de 1986 estreia no SBT o “Programa Hebe”. Além da atração que leva seu nome, a apresentadora já comandou outros dois programas na emissora do dono do baú, entre os anos de 1991 e 1993.
Em 1997, num de seus programas, Hebe deu um selinho em Rita Lee, o que desencadearia uma onda de selinhos que se transformou em sua marca registrada.
Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1990 e 2000. Na Bandeirantes, ficou até 2005, quando foi contratada pelo SBT, onde permaneceu até 2010, quando se mudou pra Rede TV.
Pra quem tiver na pegada, esse programa do Faustão em homenagem a ela é bacana.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Xuxa Meneghel
Taí uma figura onipresente na infância de qualquer um que nasceu entre o início dos oitenta e meados dos noventa. Se não fosse assistindo ao seu programa pelas manhãs, certamente era na festinha de algum amiguinho, onde a fita do show da Xuxa tocava sem descanso. Ainda na ativa no rolê artístico, Xuxa é uma figura que mudou muito com o tempo. Vale então dar uma acompanhada nesses caminhos e descaminhos.
Maria da Graça Meneghel, nascida em março de 1963, no Rio Grande do Sul. Aos sete anos se mudou com a família pra um subúrbio do Rio de Janeiro. Aos 15 anos foi abordada por um empresário de moda, que a convidou a tentar ser modelo. E nessas campanhas e trabalhos publicitários que Xuxa conheceu o Pelé.
Pelé e Xuxa começaram a namorar quando ela tinha 17 e ele 40. Seu trabalho de modelo, que já tava caminhando bem, deu uma guinada com a popularidade de Pelé. Seus contatos profissionais se multiplicaram, e só em 1980 ela fez 80 capas de revista. Xuxa e Pelá ficaram no total 6 anos juntos.
Em 1982 sua popularidade estava em alta. Fazia aparições no programa dominical dos trapalhões, e no programa de sábado do Jô Soares, o Viva o Gordo. Neste ano fez um ensaio pra Playboy e uma participação no filme Amor Estranho Amor, de Walter Hugo Khouri. Gostaria de falar um pouco mais sobre esse filme, pois é muito comum ouvir por aí que a Xuxa fez um filme pornô. Porra, isso é uma puta ignorância. Amor Estranho Amor é um drama sério, adulto, que lida com as memórias de um personagem que ainda não se libertou de seu complexo de Édipo. Além de toques freudianos, o filme é muito marcado pelo cinema existencialista do Antonioni. Enfim, Khouri foi um dos grandes mestres de nosso cinema. É no mínimo deprimente ver sua obra diminuída a um mero pornô [o filme completo, com qualidade ruim, pois nunca foi remasterizado, vai a seguir].
Nos anos 90, ela comprou os direitos do filme, que teve a maioria de suas cópias recolhidas. Até hoje o filme pertence a ela.
O que parece que se esqueceu é que a figura da Xuxa, nesse início de carreira, era altamente erotizada.
Até seu primeiro programa de tv, o Clube da Criança, na Manchete, de 1983, era bem erotizado, com aquelas roupinhas curtas e talz. E isso continuou em 1986, com o Xou da Xuxa, na globo. Tinha até aquela marquinha de batom que ela deixava na molecada, vcs lembram? E as paquitas!!!
Foi na globo que ela começou a ser chamada de Rainha dos Baixinhos.
No início de seu programa na Manchete, Xuxa gravava aos finais de semana e voava pra Nova Iorque nos dias úteis pra trabalhar como modelo. Já na globo seu programa era diário, e foi aí que seus discos foram lançados e tiverem vendas brutais. Mesmo. Vendeu muito.
Voltando pro cinema, Xuxa ainda fez o filme Fuscão Preto, de 83, a alguns filmes com os Trapalhões, que levavam multidões aos cinemas. Até que em 1988 ela fez o supremo Super Xuxa Contra Baixo Astral, uma aventura inventiva e divertida, contracenando com o grande comediante Guilherme Karan. Sucesso absoluto de público.
Mas foi em 1990 que seu maior sucesso foi lançado: Lua de Cristal, uma cópia descarada do filme Labirinto, que fora estrelado pelo David Bowie em 1986 [incrível, achei o filme completo no youtube, dá pra curtir fácil fácil].
Enfim, o que dizer mais que isso? Xuxa é uma fábrica de fazer dinheiro. Brinquedos, discos, roupas, vídeos. Seus filmes com os trapalhões sempre arrebentaram na bilheteria. A partir de 1999, com Xuxa Requebra, seus filmes são garantias absolutas de rendimento.
Em 1998 sua primeira e única filha nasceu, Sasha, o planejado resultado de seu romance com Luciano Szafir. Xuxa segue com seus programas na globo, seu ativismo pelos direitos das crianças e dos animais, lançando vez ou outra algum vídeo pra molecada, que, claro, vende horrores.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Fernanda Young [ou, a propósito do meu centésimo post]
Queridas amigas.
Queridos amigos.
Estou muito feliz hoje, pois este post é especial pra mim. Ele de certa forma completa um ciclo - simbólico, claro - de persistência e confiança. Esse é meu post de número 100, e estou satisfeito com a minha persistência na continuidade deste projeto, e com a confiança de vocês, que entram aqui, me lêem, comentam e trocam figurinhas comigo. Sério galera, muito obrigado.
A escolha da Fernanda como resenhada de hoje não é aleatória. Me explico. No dia 23 de novembro de 2009, no meu antigo blog Memento Mori, eu comentei o ensaio da Fernanda Young na playboy, elogiando a atitude e talz, mas criticando uma certa intelectualização - e justificação - do ato de ficar pelada. Naquele texto, disse que não havia diferença entre ela e uma mulher fruta ou ex-bbb, já que todas posam peladas ou por dinheiro ou por vaidade. Foi então que a Maíra - minha namorada na época, hoje -ex - comentou o post, me criticando. Disse que a Fernanda é superior sim a todas as ex bbb´s e mulheres frutas da vida. Pq essas minas não seriam nada sem a playboy, elas nunca teriam destaque se não tivessem mostrado a bucetinha. Já a Young não precisava disso. Ela já era uma escritora de sucesso, então fez pq quis. E daí ela me perguntava se eu achava que rolava todo dia uma mulher tirar a roupa e a galera continuar respeitando a inteligência dela. E o comentário terminava com "sabe nada de mulé!".
Ok. Eu confesso. Sou um sujeitinho bem mesquinho, e muito rancoroso. Na época não liguei muito pro comentário, mas com o tempo aquilo foi crescendo. Minha dúvida, em algum tempo, ganhou forma de certeza: "deus, eu não manjo nada de mulher!". E pior. Passei a me ver como um daqueles caras que posam de libertários e tal, mas na real são uns preconceituosos da porra. Foi aí que nasceu a necessidade de criar esse blog.
Meu primeiro post foi o da Carla Camurati, no dia 11 de maio de 2011. Foram 94 perfis individuais, 4 perfis de coletivos e 1 só de fotos (da Hilda Hilst). Talvez hoje eu ainda continue não sabendo muita coisa sobre as mulheres, mas eu sei que aprendi um bocado. E meu interesse tá ativo, então acho que esse é o caminho certo.
Enfim, vou falar sobre a Fernanda, ok?
Fernanda Maria Young de Carvalho Machado, nascida em Niterói, em 1970. Sofria de depressão na infância, tentou até cortar os pulsos. Largou a escola ao completar o fundamental - o médio foi feito num supletivo de seis meses. Cursou letras, depois jornalismo, depois rádio e comunicação, mas não concluiu nenhum desses cursos. Aos 19 anos fez uma participação como atriz numa minissérie da globo chamada Iaiá Garcia, baseado no Machado de Assis.
Aos 21 participou também como atriz da novela O Dono do Mundo, da globo. Daí ela parou com atuação e foi escrever com o marido, o roteirista Alexandre Machado. Em 1995 integravam o time de roteiristas de A Comédia da Vida Privada. E em 96 Fernanda publicou seu primeiro romance, Vergonha dos Pés. O segundo veio no ano seguinte, A Sombra Das Vossas Asas, e no ano seguinte, Cartas Para Alguém bem Perto. E em 2000, A Pessoa dos Livros. Neste ano também escreveu, com o marido, o roteiro do filme Bossa Nova, e teve, com o marido, suas primeiras filhas, as gêmeas Cecília e Estela.
As pessoas precisam passar por crises, por um processo depressivo para ter um upgrade. Minha última crise depressiva veio em parte desse contato com a maternidade, e não só o pós-parto. Acho estranho gente que não sente o conflito do pós-parto, é um raio que cai na sua cabeça. Vem uma consciência de perigos e morte muito grande. Período de culpa e medo. Drama hormonal devastador. Ser mãe trouxe uma necessidade de conectar vários valores, comprometimento com o carma de criar alguém. Na verdade, a maternidade é a coisa mais importante para mim. O resto pode doer aqui ou ali, mas a vida é bela através dos filhos. Tenho as gêmeas, que vão fazer 10 anos, a Catarina, 1 ano e três (quatro) meses e o John, 7 (8) meses. Fui mãe tardiamente, com 30 anos. Nunca foi um projeto, nem pensei que fosse acontecer. Talvez a Catarina, porque sempre soube que iria adotar.
De 2001 a 2003, escreveram o seriado mais engraçado de todos os tempos, Os Normais. Talvez seja seu trabalho de maior sucesso, até hoje. Lançou ainda o livro O Efeito Urano, em 2001.
Então em 2002 foi convidada pra apresentar o Saia Justa na GNT, junto com Rita Lee, Mônica Waldvogel e Marisa Orth, parceria que duraria até o ano seguinte. Em 2006 ela ganha um programa de entrevistas próprio, o Irritando Fernanda Young, que dura até 2010, data em que já havia lançado mais 5 livros.
Se eu sou uma autora de língua portuguesa, indiferentemente se você gosta ou não dos livros, execrar, depois de tantos anos e de tantas obras, é um exercício total de falta de autoestima. É assim que a gente perde o sentido de indagação e referências de língua. Se você viajar o Brasil inteiro para as palestras e leituras como as que eu faço, vai perceber que o Brasil é enorme e que fica meia dúzia de picuinhentos rancorosos azucrinando. Os leitores não; eles são incríveis. São pessoas que leram um livro meu aos 15 anos e agora têm 27, escrevem, se tornaram grandes leitores, muito inteligentes e livres.
Em 2007 Fernanda sofreu um aborto, e logo adotou um garoto, John, seu segundo filho adotivo. Hoje ela ainda trabalha em programas no GNT, em seriados da globo e escrevendo. Com 41 anos, um tantão de tatuagens, uma persona nervosa (mas no fundo é uma tímida-carinhosa) e muita atitude e talento, Fernanda Young continua honrando o rolê, mostrando pras gatinhas que é melhor ser respeitada primeiro pela inteligência, pra depois ser respeitada pela bucetinha, peitinhos e afins.
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