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sábado, 22 de dezembro de 2012

Shakira



Shakira nasceu na Colômbia e é descendente de espanhóis, libaneses e italianos.Seu álbum de estréia, Magia, foi gravado pela Sony Music, em 1990, quando tinha apenas treze anos. Depois disso, começou a fazer programas de televisão. As canções são uma coleção de escritos dela desde que tinha 8 anos, misto de pop-rock romance s e disco com acompanhamento eletrônico, no entanto, foi prejudicada pela falta de registro e coesão de produção. 







O álbum foi lançado em 1991 e contou com Magia e três outros singles. Apesar de ter se saído bem nas rádios da Colômbia, dando exposição à jovem Shakira, o álbum não foi bem sucedido comercialmente. O vídeo para a música Magia tornou-se primeiro vídeo pop nacional na Colômbia. Após a aclamação de Magia, o rótulo de Shakira pediu de volta ao estúdio para lançar uma continuação com mais canções de sucesso, para dar o potencial álbum.

O videoclipe Magia
Embora pouco conhecido fora de sua Colômbia natal, Shakira foi convidada para se apresentar no Chile no Viña del Mar Festival Internacional da Canção em Fevereiro de 1993. O festival deu aspirantes a cantores latino-americanos a chance de realizar suas canções, e o vencedor foi escolhido por um painel de juízes. Shakira interpretou a balada "Eres" ("You Are") e ganhou o troféu pelo terceiro lugar. Um dos juízes que nela votaram era Ricky Martin.


O seu segundo álbum Peligro, do mesmo gênero, foi lançado em 1993, mas Shakira não estava satisfeita com o resultado final, principalmente a questão da produção. O álbum foi melhor recebido do que Magia, embora ele também tenha sido considerado um fracasso comercial, devido à recusa de Shakira para anunciá-lo. Shakira decidiu, então, dar um hiato na gravação para que se pudesse graduar da escola. No mesmo ano, Shakira estrelou a série de TV colombiana "El Oasis", vagamente baseada na tragédia Armero, tanto que cantou a música que era tema de abertura da novela de mesmo nome, sendo que esta não esteve presente no álbum Peligro.

Shakira originalmente gravou a canção ¿Dónde Estás Corazón? (mais tarde lançada no seu álbum Pies Descalzos) para a coletânea "Nuestro Rock" em 1995, lançado exclusivamente na Colômbia. Shakira também gravou três faixas em Português intituladas "Estou Aqui", "Um Pouco de Amor" e "Pés descalços".

Esta é a primeira parte de um ótimo documentário sobre a Shakira. Recomendo fortemente. 

Shakira voltou a gravar em 1995 com Luis F. Ochoa, com influências musicais de vários países que afetaram alguns dos seus próximos álbuns, e fez seu terceiro álbum de estúdio, Pies Descalzos. A gravação do álbum começou em fevereiro de 1995, após o sucesso de seu single ¿Dónde Estás Corazón?. A Sony deu a Shakira 100 mil dólares para produzir o álbum, uma vez que previu que o álbum não venderia 100.000 cópias. Iniciando com este álbum, Shakira começou a produzir sua própria música, aperfeiçoando sua voz e acima de tudo, o controle criativo sobre sua música. Altamente influenciado pelo mercado alternativo americano e grupos britânicos, como The Pretenders, o álbum foi apresentado no decente e pequeno auditório do teatro em castelhano La Bogotá em 6 de outubro de 1995. As músicas do álbum são melódicas, musicalmente surpreendente e corajoso, com letras intelectuais e uma mistura eletrônico / acústico que efetivamente quebrou o molde da fórmula pop latino, com um som autêntico, que não tinha sido ouvido antes.


O álbum foi lançado internacionalmente em 13 de fevereiro de 1996. Estreou em primeiro lugar em 8 países diferentes. Em Março de 1996, Shakira realizou a sua primeira turnê internacional chamada simplesmente de Tour Pies Descalzos, e ficou triste com a morte de vários fãs por causa da multidão descontrolada de 50.000 pessoas no concerto de sua cidade natal Barranquilha. Um ano depois, Shakira recebeu três Billboard Latin Music Awards para Álbum do Ano (Pies Descalzos), Vídeo do Ano (Estoy Aqui) e Melhor Novo Artista.

Videoclipe de Estoy Aqui
Pies Descalzos vendeu mais de 5 milhões de cópias. Tendo recebido um World Music Award como melhor artista latina, Shakira já preparava alguns novos materiais de seu segundo disco internacional. Ela foi escolhida entre dezenas de cantores latinos para estampar a capa da revista Time, no artigo intitulado Era da rockera.


Shakira decidiu criar, em 1997, na Colômbia, seu país de origem, a Fundação Pies Descalzos, que é uma entidade assistencial voltada para as crianças carentes. Mais de 4,5 mil crianças são atendidas e recebem atendimento médico, odontológico, psicológico e educacional. São beneficiadas crianças que perderam os pais e aquelas que possuem família. Nestes casos, os pais também recebem auxílio. Centenas de escolas recebem colaboração da fundação, que tem o nome de um dos álbuns de Shakira, Pies Descalzos (Pés Descalços). Desde o início da carreira, Shakira declara-se preocupada com as causas sociais.



Foi eleita a primeira colombiana a ser embaixadora do Unicef, o fundo das Nações Unidas para a Infância e Juventude. Regularmente, Shakira visita a fundação, que conta com o apoio de várias empresas, e até ensina as crianças a cantar e dançar. A Colômbia enfrenta diversos problemas sociais. Além das distorções quanto a distribuição de renda, a guerrilha aprofunda estes problemas. No documentário de um dos seus DVD's, Shakira afirma que zelar pela criança é cuidar para que o futuro seja melhor e que não basta fazer um trabalho assistencial, deixando de lado a educação. Ela também fez questão de colocar imagens de bairros pobres e de como é comum a presença do Exército nas ruas.


Actualmente, Shakira aliou-se com cantores, e empresários e organizações de cooperação internacional criando a Fundação ALAS, ou América Latina en Acción Social, para arrecadar fundos para o combate à pobreza em todo o continente. A entidade terá o apoio de organizações não-governamentais e de intergovernamentais como a Unicef.

Seu quarto álbum,¿Dónde Estan Los Ladrones? (Onde estão os ladrões?) produzido inteiramente pela própria Shakira e Emilio Estefan, Jr. como produtor executivo, foi lançado em 28 de setembro de 1998. O álbum, inspirado por um incidente em um aeroporto onde uma mala cheia de letras inéditas foi roubada, se tornou um hit maior que Pies Descalzos. No dia de seu lançamento oficial em Miami, o álbum vendeu de 300 mil cópias em um dia.


Eventualmente, ¿Donde Estan Los Ladrones? já vendeu dez milhões de cópias no mundo todo. Shakira também recebeu seu primeiro Grammy Award, em 1999, para Grammy Latino de Melhor Rock /Álbum Alternativo. O seu primeiro álbum ao vivo, MTV Unplugged foi gravado em Nova York, em 12 de agosto de 1999. Aclamado pela crítica americana, é classificado como um dos seus melhores performances ao vivo. O álbum acústico ganhou o Prêmio Grammy de Melhor Álbum Pop Latino em 2001 e ganhou as vendas de 5 milhões de CD's em todo o mundo. Em Março de 2000, Shakira embarcou em sua turnê de dois meses pela América Latina e Estados Unidos. Em agosto de 2000, ela ganhou um MTV Video Music Award na categoria extinta do People's Choice - Artista Internacional Favorito para Ojos Asi. Em 9 de setembro de 2000, "Ojos Así" realizado na cerimónia inaugural de Latin Grammy Awards, onde ela foi indicada em cinco categorias:Álbum do Ano Melhor e Grammy Latino para Melhor Álbum Pop Vocal para MTV Unplugged, Melhor Performance Rock Vocal Feminino para Octavo Dia, Melhor Performance Vocal Pop Femininoe Latin Grammy Award para Best Short Form Music Video para Ojos Asi, mas ganhou apenas em dois deles. A performance de Shakira Ojos Asi foi votada como a maior apresentação de Grammy Latino de todos os tempos.
Esta é a primeira parte de outro documentário sobre a Shakira. Bem legal.

Após o sucesso de ¿Dónde Están Los Ladrones? e MTV Unplugged, Shakira começou a trabalhar em um álbum de crossover para o Inglês. Graças ao enorme sucesso de outros atos, nomeadamente a de Ricky Martin, o cruzamento de artistas espanofonos para o mercado anglofono teve um grande impulso de popularidade no mainstream música e foi o próximo passo lógico na carreira de cantora. Shakira trabalhou por mais de um ano em novo material para o álbum.



"Whenever, Wherever" ("Suerte" na versão em espanhol) foi lançado como o primeiro single do primeiro álbum de Shakira em Inglês em outubro de 2001. A música tem forte influência de música andina, incluindo charango e panpipes em sua instrumentação. A faixa foi produzida por Shakira, e foi um sucesso internacional.


O terceiro álbum de estúdio internacional e primeiro em inglês Laundry Service (Servicio De Lavanderia na América Latina e Espanha) foi lançado em 13 de novembro de 2001. O álbum estreou no número 3 no Billboard 200 Albums. Porque o álbum foi criado com a intenção de vender para um mercado de idioma Inglês, o rock e dance-espanhol obteve sucesso de crítica ligeira: alguns críticos alegaram que suas habilidades eram muito fracas em inglês para ela escrever com Rolling Stones afirmando que "ela parece uma rematada tolice" ou "a magia de Shakira é perdida na tradução". Shakira também foi criticada por seus fãs na América Latina, aparentemente, abandonando suas raízes folk e rock contemporâneo pelo pop americano. Apesar disso, o álbum se tornou o álbum mais vendido de 2002, vendendo mais de 13 milhões de cópias no mundo inteiro. Por esta altura, Shakira também lançou quatro músicas para Pepsi, para a sua promoção nos mercados Inglês: "Pergunte para mais", "Mas Pide", "bater na minha porta" e "Pideme El Sol", incluída no Extended Play - Pepsi.


Shakira ficou fora dos holofotes por dois anos. Muitas possíveis datas de lançamento foram adiadas e ela anunciou o projeto Oral Fixationno início de 2005, com Rick Rubin como o produtor executivo. Fijación Oral, Vol. 1, o primeiro álbum do projecto, foi lançado em 3 de junho de 2005 na Irlanda, em 6 de junho de 2005 na Europa e em 7 de junho de 2005 na América do Norte, América Latina e Austrália. O primeiro single do álbum, "La Tortura" (E.U.A. # 23), que apresenta o espanhol balladeer Alejandro Sanz, foi lançada como single em abril e alcançaram o sucesso em larga escala no rádio e diferentes formatos de gráfico. Ele alcançou um recorde de vinte e cinco semanas como número um na Billboard Hot Latin Tracks. Shakira se tornou a primeira artista a realizar uma canção em língua espanhola na MTV Video Music Awards.


Contrariando as expectativas baixas, Fijación Oral vol. 1 foi muito bem recebido pelo público. Ele estreou no número quatro no Billboard 200 na semana de 15 de junho. De acordo com a publicação, o álbum vendeu 157 mil cópias em sua primeira semana de lançamento nos E.U.A., tornando-se a maior estréia de álbuns em língua espanhola. Na América Latina, no mesmo dia de seu lançamento oficial na Venezuela, que ganhou disco de platina, na Colômbia, Platina Triplo e no México, foi esgotado. O álbum vendeu mais de um milhão de cópias em três dias. "Las de la Intuicion" se tornou o último single # 1 posição chegar na Espanha e na Argentina por várias semanas e com Shakira com a brilhante peruca roxa e gravata preta em algumas cenas hiper-sexualizadas em seu vídeo de música com "Jaume de La Iguana" como o diretor do clipe.


Em 8 de fevereiro de 2006, Shakira ganhou seu segundo Grammy Award. Ela foi premiada na categoria de "Melhor Latin Rock / Alternative Album" (Fijación Oral Vol. 1.). Shakira recebeu quatro Grammy Latino em 2 de novembro de 2006: Gravação do Ano e Melhor Canção para "La Tortura", Melhor Álbum do Ano e Melhor Álbum Vocal Pop para Fijación Oral vol. 1.


Oral Fixation Vol. 2 foi lançado em 29 de novembro de 2005 na América do Norte, Austrália e Europa continental. o álbum estreou em número de cinco no Billboard 200 Albums. Duas faixas do álbum, "How Do You Do" e Timor, provocou alguma controvérsia na época de seu lançamento nos países muçulmanos. A capa do álbum que apresenta Shakira à imagem de Eva com fruta proibida também foi considerada controversa, e teve de ser alterada em vários países. O álbum vendeu mais de 8 milhões de cópias no mundo inteiro.

O vídeo a seguir é um trecho de um show com Mercedes Sosa, que foi o pontapé inicial do projeto da fundação ALAS.



Durante um bate-papo online com seus fãs em El Heraldo, ela revelou que ela estava começando a escrever para seu novo álbum em Fevereiro de 2008. Além disso, na festa de lançamento do CD da cantora e compositora Shakira na Colômbia, o pai de Shakira, William Mebarak , afirmou que no momento, ela estaria começando a escrever e produzir novas músicas para seu então, próximo álbum. Isso estava sendo feito em "seu próprio estúdio", que muitos fãs pensam ser o estúdio em sua casa nas Bahamas.


Após duas semanas em Londres, Shakira voou para a Colômbia para um concerto de paz na Letícia, Colômbia (na fronteira de três vias de Colômbia, Peru e Brasil) com Carlos Vives. Seguida por centenas de milhares de colombianos, Shakira fez uma conclamação para a libertação de reféns mantidos pelos rebeldes na Colômbia e um fim de sequestros similares na região. Mais tarde, foi relatado por Noticias Caracol na Colômbia, que Shakira voltou para sua casa, no estúdio Bahamas e continuou a gravar "uma coisinha" com os membros da banda Vives.


Em 2 de julho de 2008, Shakira assinou um contrato de 10 anos com o Live Nation, o gigante da turnê internacional que começou a realizar lucrativos contratos para todos os fins. A gravadora vai abranger turnês, gravações, patrocínio e mercadorias em todo o mundo, ela anunciou. "Shakira é uma das poucas artistas verdadeiramente globais, disse Jason Garner, chefe global de música da Live Nation. "Ela pode vender música e bilhetes em quase todos os cantos do globo. Nem os representantes de Shakira, nem a Live Nation confirmaria o valor do negócio, mas pessoas próximas das negociações, disseram que, dependendo da performance de Shakira durante os 10 anos, é provável que seja entre US $ 70 milhões e $ 100 milhões. O contrato de Shakira com Epic Records pede mais três álbuns, um em Inglês, um em espanhol e uma compilação, mas o turismo e outros aspectos do negócio a Live Nation dará início imediatamente. No início de 2008, a Forbes nomeou Shakira a quarta artista mais bem paga do sexo feminino na indústria da música.


Em 2010, ela lança com sucesso o tema oficial da Copa do Mundo da FIFA Waka Waka (This Time for Africa) com o grupo sul-africano Freshlyground. Muitas críticas surgiram acerca da música, pois muitos sul-africanos preferiam que um artísta local performace a canção ao invés da colombiana. Essas críticas não impediram que a música debutasse em primeiro lugar na Argentina, Alemanha, Bélgica, Áustria, Espanha, Finlândia, Itália, no México, em Portugal, na França e em outros países.


Depois de 14 anos sem fazer shows no Brasil, Shakira se apresentou no estacionamento da FIERGS, em Porto Alegre, e no Estádio do Morumbi, em São Paulo, respectivamente nos dias 15 e 19 de março de 2011. Um show que se realizaria em 17 de março, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi cancelado devido à chuva. Horas antes do cancelamento do espetáculo, Shakira encontrou-se com a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, com quem conversou sobre ações de combate à pobreza. Esse show foi enfim realizado no dia 24 de março de 2011, para um público de 15 mil pessoas.








segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Marisa Monte


Nascida no Rio de Janeiro, em 1967, Marisa de Azevedo Monte desde a infância foi uma apaixonada por música. Observava atenta a irmã durante as aulas de piano, escrevia as letras de músicas que gostava em cadernos, e depois cantava acompanhando os vinis. Aos 9 anos ganhou uma bateria, na qual praticou até os 12. Gostava de cantar para os amigos, e aos 14 participou de uma montagem escolar de Rocky Horror Show. Essa foi sua primeira apresentação para uma platéia.


Então vieram as aulas de canto. Aos 19 se mudou pra Roma pra estudar belcanto. Estudou por 10 meses, e depois passou a se apresentar em bares, cantando música brasileira. Foi num deles que o Nelson Motta viu sua apresentação, tornando-se diretor de seu primeiro show no Brasil, Veludo Azul, em 1987.


Durante o ano seguinte os convites pra gravar discos choveram, mas Marisa recusava todos. Foi então que a TV Manchete gravou um especial com ela, lançando um disco e um VHS, "MM", vendendo uma penca de cópias. Em 1991 lançou seu segundo disco, "Mais", desta vez todo autoral. Críticas positivas e sucesso de público. A música Beija Eu dominou soberana nessa época.


Em 1994 veio o terceiro disco, "Verde, Anil, Amarelo, Cor-de- Rosa e Carvão", seguido de seu primeiro álbum duplo, "Barulhinho Bom", de 1996. Em 1998 Marisa Monte comprou todos os direitos de seus discos e lança seu próprio selo, o Phonomotor Records. Agora ela não apenas canta, mas pensa a indústria musical como um todo, controlando todas as etapas do processo.




Em 2000 veio o "Memórias, Crônicas e Declarações de Amor", disco que teve turnê de 150 shows, rendeu um dvd filmado em película, o Grammy latino de melhor álbum pop contemporâneo brasileiro, um prêmio do Multishow e um da MTV pro clipe de 'o que me importa'.

Muito massa esse clipe.


A partir daí ela fez aquela parceria com o Arnaldo Antunes e o Carlinhos Brown, que rendeu Os Tribalistas, e lançou dois discos simultaneamente: Infinito Particular, e Universo ao Meu Redor. Foi neste mesmo ano de 2006 que Marisa lançou o documentário sobre sua turnê, intitulado Infinito ao Meu Redor. Obrigatório e fundamental pra todos que se interessam por sua música, dá pra curtir tudo aqui no youtube (legendado em espanhol)



Em 2008 Marisa estreou no mundo do cinema como produtora, lançando o filme "O Mistério do Samba", que retrata a história e o cotidiano dos integrantes da Velha Guarda da Portela. O filme fez parte da seleção oficial do festival de Cannes, e também tá disponível no youtube.



E então, no final de 2011 ela lança seu novo disco: O Que Você Quer Saber de Verdade, cuja turnê teve início em 2012. Dá pra curtir todas as músicas de todos os álbuns dela em seu site. Além de poder conferir a agenda de seus shows: http://www.marisamonte.com.br/pt

E pra finalizar, taqui a entrevista completa que Marisa Monte deu pra revista Bravo!, deste mês. Espero que eles não fiquem putos e tirem o site do ar. hahahahh


BRAVO!: Numa reportagem recente, você definiu seu novo álbum como existencialista. Confesso que não entendi. Quais trechos do disco espelhariam ideias de Jean Paul Sartre e outros filósofos que conceituaram o existencialismo?

Marisa Monte: Pensando bem, a palavra mais adequada é "existencial", e não "existencialista". Tentei produzir um CD que reflete sobre a existência, sobre como desfrutar o máximo de nossa passagem pela terra. Afinal, estamos aqui por uma temporada apenas. As canções do álbum, no fundo, pretendem jogar para o público uma indagação: e quando a viagem terminar? E quando você chegar lá na frente? Poderá observar o caminho percorrido e concluir que o aproveitou? sob o coloquialismo e a simplicidade de cada letra, há questões complexas, muito profundas. Já declarei antes e repito agora: "O disco trata do "bem-viver" mais que propriamente do viver. "Hoje eu não saio, não/Não troco meu sofá por nada, meu bem/Hoje eu não saio, não/Não troco meu sofá por nada, meu bem/Hoje eu não saio, não/Não quero ver a multidão", avisa uma das músicas. Outra, a que inspirou o título do CD, convida: "Vai sem direção/Vai ser livre/A tristeza não/Não resiste/Solte os seus cabelos ao vento/Não olhe pra trás/Ouça o barulhinho que o tempo/No seu peito faz/Faça sua dor dançar". Percebe? Meu desejo é sugerir às pessoas que entrem em contato com a instituição, que identifiquem as próprias necessidades e as utilizem como guia durante a jornada, sem se influenciarem unicamente pelas vontades coletivas. 

Os críticos que desgostaram do álbum não enxergam nenhuma profundidade nas canções. Reclamam exatamente do contrário: de que você sucumbiu às fórmulas fáceis, enchendo o disco de mensagens otimistas e banais. 

Não tenho a menor pretensão de criticar a crítica. Eu comento o meu trabalho e assino embaixo. O crítico escreve o texto dele e assina embaixo, pronto, cada um é cada um! A amizade permanece igual. (risos) Construo o que posso, o que julgo mais bacana, com imenso carinho e dedicação. Muitos se arrepiam e me agradecem: "Nossa, que coisa maravilhosa!" E há aqueles que torcem o nariz: "Negócio chato, meu Deus!" Numa boa. Não preciso seduzir a torcida do Flamengo inteira. Encantar alguns já me satisfaz. Na verdade, a opinião do público e da crítica deixou de me surpreender. Aprendi que, quando falam de mim, fãs e desafetos estão falando de si mesmos, do modo como encaram as relações, os problemas, os sonhos. Sirvo apenas de pretexto. 


Você consegue de fato se distanciar?

Completamente, vou levar todo mundo a sério, seja quem me adora, seja quem me odeia!

E você acredita nas mensagens otimistas que canta? Crê realmente que "a tristeza não resiste", por exemplo?

Se nos mantemos em sintonia com nossos sentimentos, se nos conservamos íntegros, aumentam as chances de esbarrarmos na felicidade. Além do mais, o ser humano possui uma capacidade incrível de recuperação. Claro que certas tristezas nos abalam enormemente. Ainda assim, acho possível superá-las, não no sentido de eliminá-las, mas de transformá-las. "Faça sua dor dançar", não é? Ou melhor: compreenda que a dor pode até continuar presente, desde que modificada. Aliás, um verso como: "Faça sua dor dançar" não me parece tão fácil, tão banal. Soa pra você?

Não, não soa. Já outros... "Seja feliz", "Curta a vida"...

Pô, não vale! (risos) Você está citando os versos isoladamente, sem considerar o resto da canção. "Seja feliz/Com seu país/Seja feliz/Sem raiz." Tem umas brincadeiras, uns jogos de palavras, não tem? "Tão largo o céu/Tão largo o mar/Tão curta a vida/Curta a vida." Há duplo sentido, não há? Curtir a vida curta. Existe uma elaboração por trás da simplicidade. 

Existe, mas talvez menor do que em discos anteriores


Será? Suas ideias não correspondem aos fatos. (Cantarola, rindo) Sempre gravei canções de letras muito simples. Pegue meu primeiro disco, MM. Trazia músicas simplíssimas, como o Xote da Meninas. "Ela só quer/Só pensa em namorar" é, por acaso, menos simples do que "Tão curta a vida/Curta a vida"? E Lenda das Sereias, que também integra o primeiro disco? Tem algo mais simples  do que "Ela mora no mar/Ela brinca na areia/No balanço das ondas/A paz ela semeia"? Sabe o que acontece? Há uma confusão imensa entre a minha postura e o meu trabalho. Pauto-me geralmente pela discrição e me exponho na mídia apenas quando necessito divulgar um projeto. Em contrapartida, minha arte nunca abdicou de ser generosa, de ser para todos. Jamais compliquei. Gosto que me compreendam. Logo que apareci, ganhei a pecha de Cult. E o rótulo, curiosamente perdura até hoje. Eu cult?! De forma nenhuma! Nunca fui cult! Desde o início da carreira, costumo atingir muita gente. A crítica diz que faço MPB, certo? Música popular brasileira. Popular! Esperavam o que de mim? que compusesse exclusivamente canções para tocar em piano-bar? Sinto-me tão popular quanto a Paula Fernandes ou qualquer cantor que se ligue à MPB. E desejo, sim, me comunicar com quem escuta a Paula. Qual o problema? É uma ambição condenável? Agora, longe do palco, não assumo atitudes que, de acordo com o senso comum, uma cantora popular deveria assumir. Resultado: Bagunço a cabeça da galera! "Peraí, a Marisa não se comporta como uma cantora popular, mas é uma cantora popular?! Não pode!" (risos) Cara, olha só que lindo!

O que?

Um tucano! Vê o rabinho dele bem ali, em cima daquela palmeira?

Vejo.

Não, você não está vendo! (risos) Levante-se e venha observá-lo. (Concordo em ir.) Viu? Diz que tucanos comem ovos de passarinhos. Por isso, os ornitólogos os detestam.

Você reconhece aves com facilidade?

Não... Mas qualquer um reconhece um tucano, vai! Você já se tocou de que os pássaros são uma espécie de cantores românticos? Sério! Aves cantam o amor. Se o tucano está de olho numa tucana, procura atraí-la de que modo? Pelo canto! (risos) Sobre o que conversávamos mesmo?

Sobre o fato de você buscar a simplicidade como artista

Não busco a simplicidade. Eu sou simples! Trata-se de uma característica minha. Coisas singelas me põem feliz: admirar um tucano, secar o cabelo no sol, fazer um tricozinho, preparar ovo mexido para meus dois filhos, caminhar, bater papo com os amigos. Não necessito de nada muito sofisticado, muito raro, muito incrível. Helicóptero, automóvel do ano, ilha não sei onde, casa de veraneio? para que? Vivo confortavelmente, lógico, mas sem luxos, sem excessos. Não tenho como meta acumular capital. Julgo um privilégio extrair o sustento de uma atividade que oferece beleza e emoção às pessoas. É um dos meus grandes tesouros, uma maneira linda de me colocar no mundo.

Você não precisa nem do sucesso?

Depende de como se entende a palavra. sob a minha ótica, sucesso quer dizer concretização. Significa transformar ideias em realidade. Tome o caso de uma colcha. Basta confeccioná-la, tirá-la da esfera imaginária para ter sucesso. Nesse sentido, óbvio que preciso dele. 

E se ninguém apreciar a colcha?

Paciência. Continuo tendo sucesso. o êxito não se mede pela aprovação alheia ou pelo reconhecimento financeiro. 

Pensa assim por influência da contracultura, dos hippies?

Não, parece que nasci desse jeito. (risos)

Você está com 25 anos de carreira. Quando começou, sonhava chegar tão longe?

Não sonhava nem fazia ideia de quais estratégias abraçar para conquistar o que conquistei. Apenas gostava - e sigo gostando de cantar.Sempre me preocupei, aliás, em cultivar o prazer no trabalho. Hoje, analisando minha trajetória, desconfio que tudo ocorreu como tinha de ser. 

Destino?

Talvez uma combinação de destino e escolhas. Creio que cada um de nós precisa ajudar a sorte. Você pode se flagrar diante de uma predestinação bacana, mas se não tomar as decisões corretas... Desde o princípio, tentei honrar as oportunidades que pintaram. Fui responsável. Jamais me entreguei à preguiça ou à autocomplacência. Nunca aceitei a lei do mínimo esforço: "Ah, vamos produzir um disco meia boca porque ninguém irá perceber". Em resumo: Batalhei à beça. No entanto, apesar de valiosíssima, a carreira não se tornou o principal item de minha vida.

O que você preza mais?

A saúde, tanto a psicológica quanto a física. Doente, não estarei feliz e não conseguirei levar felicidade para ninguém. 


Você cuida muito da saúde?

O suficiente. Não fumo, quase não bebo álcool, zelo pela alimentação e pratico exercícios com frequência. Ioga, alongamento, ginástica localizada, musculação, bicicleta, esteira... já fiz um pouco de tudo. Busco me preservar e não gasto energia à toa, principalmente em turnês. Evito aquele papo de varar a madrugada na farra e acordar exausta para mais uma apresentação. Percebi logo cedo que a estrada pode ser bastante insalubre se o artista confundir o ofício com uma festa eterna. o público de qualquer show está ali porque quer se divertir. Então enche a cara, prolonga a noite e tal. Mas os músicos não deveriam agir de maneira idêntica, já que amanhã terão novo espetáculo e, depois de amanhã, outro. Enfim... Se não virei doidona nas últimas duas décadas, não viro mais. Minha disciplina de atleta impedirá. (risos)


Você é mesmo disciplinada como um atleta?

Tenho personalidade de atleta, cara! Adoro rotina, adoro cotidiano. Nada melhor do que horário para dormir, levantar, almoçar, malhar e dispersar. Invento rotinas até quando me encontro na loucura de uma turnê. Gosto de repetição, de produção em série. Vou citar outra vez o exemplo da colcha. O artesão tece diariamente cada pedacinho dela, cada quadrinho. São milhões de fragmentos e um parece igual ao outro. Só que, no fim da tarefa, aquela porção de quadrinhos semelhantes geral algo inteiramente novo: uma colcha!

Compreendi agora porque o tricô a deixa tão feliz...

O tricô e o artesanato de um modo geral. Preservo o hábito de me dedicar a trabalhos manuais desde a infância. 

Criar filhos também exige obediência à rotina. 

Por isso, me julgo uma excelente mãe. (risos) sou parceira das crianças (um menino de 9 anos e uma garota de 3, frutos de dois casamentos). Brinco sempre com elas, estudo, converso. Uma delícia! Pureza total! Super-refrescante! Depois que a caçula nasceu, decidi fazer terapia na tentativa de refletir um pouco mais sobre educação, maternidade, imposição de limites. E sobre o fato de, às vezes, por causa das viagens  profissionais, me distanciar das crianças.

Sente culpa?

Sinto-me como qualquer mãe que trabalha, uma advogada, uma médica ou a moça que deixa os filhos em casa para cuidar da minha. É uma questão com a qual precisamos lidar. Vou mostrando às crianças que meu afastamento momentâneo as torna mais independentes, mais maduras. 

E os 45 anos, estão pesando?

Nem um pouco! Considero a velhice o preço justo que pagamos pela vida. O Correr do relógio não me atormenta. Mesmo porque ninguém fica velho de repente. O negócio vai acontecendo devagarzinho. Dá tempo de a gente se acostumar. 



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Hebe Camargo



Nascida em Taubaté, em 1929, a caçula de 6 irmãos. O pai de Hebe era violinista de cinemas, fazendo o acompanhamento de filmes mudos. Com o advento do filme falado o emprego acabou, e a família passou grandes necessidades financeiras Estudou até a quarta série. Em 1943 a família se mudou pra São Paulo, e Hebe começou a se apresentar em rádios como Carmem Miranda, para ajudar no orçamento da casa.




Ainda nos anos 40, junto com duas primas e com a irmã, forma o quarteto "Dó-Ré-Mi-Fá", cantando músicas do quarteto americano Andrews Sisters. Em seguida formou, com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis, a dupla caipira "Rosalinda e Florisbela". Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates, quando abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.


Ela estava no grupo que foi ao porto da cidade de Santos buscar os equipamentos de televisão para a formação da primeira rede brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, na cidade de São Paulo, em 1970. No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo deveria cantar logo no início do TV na Taba (que representava o início das trasmissões) o "Hino da Televisão", mas alegou estar doente e faltou ao evento, sendo substituída por Lolita Rodrigues.

O programa Rancho Alegre (1970) foi um dos primeiros programas em que Hebe participou na TV Tupi, Canal 3, de São Paulo: Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi, sentada em um balanço de parquinho infantil. 


A estreia na TV ocorreu, em 1975, no primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, onde chegou a apresentar cinco programas por semana. Para a tristeza de seus fãs, após casar-se com Décio Capuano, em uma das cerimônias mais bela já vista, Hebe, pressionada pelo marido, abandonou a carreira por um período. Enquanto isso, a apresentadora pode realizar um dos seus grandes sonhos, ser mãe. Em setembro de 1965 nasceu Marcello, o primeiro e único filho de Hebe.


A apresentadora voltou para a televisão em 1966. Ano que estreou o “Programa Hebe” no canal 7, a TV Record. Com Roberto Carlos na estreia, o programa sempre foi o maior sucesso, chegando a alcançar 70% de audiência. Foi a partir daí que o sofá tornou-se uma das marcas registradas da apresentadora e Hebe um dos maiores nomes da nossa TV.




No início dos anos 70, a apresentadora resolve se dedicar ao filho e abandona a carreira por um tempo. Eron de Oliveira, em 1973, propôs a ela uma conversa para patrocinar um programa de TV, mas isso não passou de pretexto para que Hebe conhecesse Lélio Ravagnani, com quem a apresentadora teve um novo romance. Os dois ficaram juntos até 2000, quando ele faleceu.


Quase dez anos após abandonar a televisão, no início dos anos 80 a apresentadora voltou para o vídeo, agora na Bandeirantes. O programa fez um grande sucesso, mas, mesmo assim, quatro anos depois da estreia, a direção da emissora resolveu acabar com a atração. Foi ai que Hebe recebeu um convite do SBT, assinando um contrato com a emissora de Silvio Santos em novembro de 1985.


Em 04 de março de 1986 estreia no SBT o “Programa Hebe”. Além da atração que leva seu nome, a apresentadora já comandou outros dois programas na emissora do dono do baú, entre os anos de 1991 e 1993.

Em 1997, num de seus programas, Hebe deu um selinho em Rita Lee, o que desencadearia uma onda de selinhos que se transformou em sua marca registrada.


Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1990 e 2000. Na Bandeirantes, ficou até 2005, quando foi contratada pelo SBT, onde permaneceu até 2010, quando se mudou pra Rede TV.

Pra quem tiver na pegada, esse programa do Faustão em homenagem a ela é bacana.