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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Leonor Fini


Fini nasceu na Argentina em 1908, e com 1 ano foi levada e criada em Trieste, na Itália, pela mãe. Aos 17 anos foi para Milão mas passou a maior parte de sua vida em Paris. Mais conhecida como pintora, era também uma figurinista, cenógrafa e escritora.



Pintora surrealista, nascida na Argentina, filha de mãe italiana. A passagem por este país foi rápida, porque, apenas com um ano de idade a mãe, depois de se divorciar, levou-a para Trieste, na Itália. Leonor, ou Eleonora, Fini frequentou os meios boémios da Europa. Foi uma autodidata. Ficou famoso o guarda-roupa que desenhou para a bailarina Margot Fonteyn, no seu papel de Agata, com coreografia de Rolant Petit, apresentado em Paris, sem esquecer que foi também Leonor quem desenhou o guarda-roupa para os filmes Romeu e Julieta de 1954, e Satyricon de 1969. 








Ela pintou retratos de Jean Genet, Anna Magnani, Jacques Audiberti, Alida Valli, Schlumberger Jean e Suzanne Flon, bem como muitas outras celebridades e visitantes ricos de Paris. Enquanto trabalhava para Elsa Schiaparelli desenhou o frasco do perfume "Shocking", que se tornou o perfume mais vendido para a Casa de Schiaparelli. Ela desenhou fantasias e enfeites para teatro, balé e ópera, incluindo o primeiro balé executado pelo Ballet de Roland Petit de Paris, "Les Demoiselles de la nuit", com uma Fonteyn Margot jovem. Este foi um pagamento de gratidão para Fini de ter sido fundamental para encontrar o financiamento para a nova companhia de ballet. 




Fini só se casou uma vez, por um breve período, com Fedrico Veneziani. Eles se divorciaram depois que ela conheceu o conde italiano Stanislao Lepri, que abandonou sua carreira diplomática logo após conhecê-la Fini e viveu com ela depois. Ela conheceu o escritor polonês Konstanty Jeleński, conhecido como Kot em Paris logo após a guerra. Ela ficou encantada ao descobrir que ele era o irmão ilegítimo de Sforzino Sforza, que tinha sido um de seus amantes mais favoritos. Kot juntou Fini e Lepri no seu apartamento em Paris e os três permaneceram inseparáveis ​​até suas mortes. Mais tarde, ela empregou um assistente para se juntar à família, que ele descreveu como "um pouco de prisão e um monte de teatro". Uma de suas tarefas era cuidar de seus amados gatos persas. Ao longo dos anos ela adquiriu 17 deles, que partilhou sua cama e, na hora das refeições, foram autorizados a percorrer a mesa de jantar selecionando saborosos pedaços.




Na década de 1970, ela escreveu três romances. Seus amigos incluíam Jean Cocteau, Giorgio de Chirico, Alberto Moravia, Fabrizio Clerci e a maioria dos outros artistas e escritores que habitam ou visitam Paris. Ela ilustrou várias obras pelos grandes autores e poetas, incluindo Edgar Allan Poe, Charles Baudelaire e Shakespeare, bem como textos de novos escritores. Ela foi muito generosa com suas ilustrações e doou muitos desenhos de escritores para ajudá-los a serem publicados. Ela é, talvez, mais conhecido por suas ilustrações gráficas para Histoire d'O.







Sobre ela diz-se que é a única artista a pintar mulheres sem desculpas. Muitas de suas pinturas apresentam fortes e belas mulheres (muitas vezes assemelhando-se) em situações cerimoniais ou provocativo. Os homens são frequentemente retratados como figuras ágeis que estão sob a proteção de suas fêmeas. A esfinge e os gatos ocupam lugar de destaque em suas pinturas, assim como o tema do "duplo". Ela era igualmente hábil em gravura, desenho, aquarela e pintura a óleo. Ela vivia com muitos gatos, até um total de 23 ao mesmo tempo. A doença de um de seus gatos poderiam mandá-la em uma profunda depressão.

As suas obras estão em quase todos os museus do mundo e desde o ano da sua morte, 1996, que se têm realizado retrospectivas dos seus trabalhos, como as de 1997 e 1998 em Nova Iorque e Boston.







Pra ver seus trabalhos, entre nesses sites aqui:



Mas o melhor é ir nessa página do facebook, onde tem um acervo muito grande de obras dela: http://www.facebook.com/LeonorFini




segunda-feira, 25 de junho de 2012

Frida Kahlo


[nota: aqui não vou colocar nenhuma obra da Frida. Só fotos dela. Pra quem tá interessado, o google tá aí pra isso]




Pra início de conversa, se vc ainda não viu o filme que a Salma Hayek fez sobre a Frida, larga tudo o que tá fazendo e vá assisti-lo. Trata-se dessas obras apaixonadas, movidas por um respeito e admiração que transbordam da tela.


Nascida em Coyoacán, uma pequena cidade nos arredores da Cidade do México, em 1907, Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón era a terceira de quatro irmãs. Seu pai tinha a pintura como passatempo. Aos 6 anos contrai poliomielite, o que deixou a perna direita mais fina que a esquerda. Recebeu o apelido de 'Frida perna de pau' e passou a usar calças e longas saias pra disfarçar. Gostava de praticar esportes, como o boxe.

Com a família, em 1926.

Dos 15 aos 18 tem aulas de desenho e modelagem na Escola Nacional Preparatória. Aos 18 aprende a técnica de gravura. Neste ano ela sofre um grave acidente num bonde que se chocou com um trem. Um pedaço de ferro atingiu suas costas, atravessou a pélvis e saiu pela vagina, causando uma grave hemorragia e deixando Frida vários meses no hospital, entre a vida e a morte. Teve de operar cerca de 35 vezes reconstruindo diversas partes do seu corpo. Teve de usar permanentemente coletes ortopédicos, e nunca conseguiu chegar ao fim de uma gestação. Tinha dores terríveis, que a acompanharam para o resto da vida.




Foi durante sua convalescença que começou a pintar, usando as tintas do pai e um cavalete adaptado à cama. Seus trabalhos eram quase todos auto-retratos.










Três anos depois, em 1928, entrou para o partido comunista, onde militava o conhecido muralista Diego Rivera, com quem se casou no ano seguinte. Frida pedia vários conselhos a Diego, que já era um artista de renome, e foi desenvolvendo uma arte bastante pessoal, mas que espelhava elementos da identidade nacional mexicana.








Entre 1930 e 33 passa a maior parte do tempo entre Nova Iorque e Detroit, com Diego. O casamento dos dois era muito turbulento, pois Diego tinha várias amantes, e Frida também, incluindo homens e mulheres. Chegaram a se divorciar em 1939, mas casaram-se novamente no ano seguinte. Ela tentou diversas vezes o suicído, e sofria um tantão com as traições do marido (que incluíram até sua irmã).




Aqui, com a amiga Tina Modoti.

André Breton, em 1938, qualifica sua obra como surrealista, mas Frida rebate: "Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade."








Em 1937 Leon Trotsky recebeu asilo político no México, e passa um tempo na casa de Frida e Diego. Ele e Frida tiveram um caso, e em 1940 foi assassinado.






Nos anos seguintes, Frida continuou sofrendo e pintando, aos poucos recebendo reconhecimento por sua obra. Morreu em 1954, não se sabe ao certo se por pneumonia, envenenamento ou suicídio.