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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Lenora de Barros

Hoje a Bruna me enviou um poema visual da Lenora de Barros no meu facebook que me fascinou e originou este post. E talvez esse seja um primeiro dado importante sobre a obra desta poeta-barra-artista- plástica, ou poeta visual: sua obra atrai e gera uma curiosidade irreprimível. Fui totalmente incapaz de não buscar mais de seus trabalhos no Google. Enfim, se está interessado em saber mais, essa entrevista concedida ao Entrelinhas, da Cultura, é bem útil:


Nascida em São Paulo em 1953, Lenora se formou em lingüística pela USP. Expôs em 1980 na décima sétima Bienal de São Paulo, apresentando pela primeira vez seu trabalho em vídeo-texto. Em 83 publicou seu primeiro livro, Onde se Vê. Passou uns dois anos na Itália durante o governo Collor, e quando voltou colaborou com o Jornal da Tarde, produzindo uma coluna de textos poéticos. Trabalhou também na Folha de S. Paulo como editora de fotografia, e na revista Placar como diretora de arte. Em 1998 participou da vigésima nona Bienal de Sampa, ao lado de Arnaldo Antunes e Walter Silveira.

Ok, acho que já falei demais.  

No país da língua grande, dai carne a quem quer carne, 2006

fotografia - 85 x 107 - ed: 3

Homenagem a George Seagal, 1984-2006
vídeo performance - 3'50'' - ed: 5 [imagens still]

Poema, 1978
série de seis fotografias - 20 x 25,50 cm (cada)

Contra Mão, 1994
fotografia - 40 x 60 cm

Mim quer sair de si, 1994
fotografia - 82 x 60 - ed: 5

Silêncio e Calaboca, 1990-2006
foto-performance e vídeo - 100 x 78 cm cada - fotos: Ruy Teixeira

Xôdor
impressão jato de tinta pigmentada sobre papel de algodão - 90 x 126 cm

Dividir Ideias, Multiplicar Imagens, 2001
bolas de ping-pong impressas, caixas de plástico e suporte de aço - 37 x 76 x 54 cm

 Em forma de família,1995



Dado interessante. Em 2002, na exposição Procura-se, no Centro Universitário Maria Antônia, alguns dos trabalhos de Lenora de Barros foram pixados, e a autoria da ação foi assumida pelo grupo arteatack. O vídeo a seguir foi feito como resposta:


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Alice Ruiz



 


apaixonada
apaixotudo
apaixoquase

Estou me dando conta de que esta empreitada de levantar o perfil de mulheres é mais difícil do que eu imaginava. Tomemos como exemplo a figura que destaquei hoje, Alice Ruiz. Como é possível comentar toda a produção artística desta curitibana nascida em 1946, que transita com desenvoltura tanto no meio literário quanto no musical? Peço a compreensão de vocês, pois meus textos serão assim mesmo, inundados de limitações, apenas apontando caminhos, nunca revelando por completo a mulher em foco.



Ela é do tipo que começou a escrever desde cedinho, aos nove já criava contos, e aos 16 se aventurou nos primeiros versos. Mas os textos, depois de escritos, iam direto pra gaveta, já que a escritora iniciante tinha vergonha de mostra-los. Aos 22 se casou com o poeta Paulo Leminski, o primeiro a ler e incentivar Alice a investir na escrita. Aos 26 ela começa a publicar em jornais e revistas, e seu primeiro livro é publicados aos 34 anos.



No campo da poesia, se apaixonou pelo haicai, forma poética nascida no Japão, geralmente formada por um verso de três linhas, prezando a concisão e a objetividade.

rede ao vento
se torce de saudade
sem você dentro


Nos anos 80, traduziu quatro obras de autores japoneses.

Desde os 26 anos compõe letras, tendo mais de 50 músicas gravadas, por diversos intérpretes.


Bem, é isso. Confere o site dela que tem muita coisa lá. http://www.aliceruiz.mpbnet.com.br/index.html

mesmo que eu morra
dessa morte disforme
o esquecimento
não lamento

viver ou morrer
é o de menos
a vida inteira
pode ser
qualquer momento
ser feliz ou não
questão de talento

quanto ao resto
este poema
que não fiz
fica ao vento
mãos mais hábeis
inventem