A artista morreu em 26 de julho de 1978, de hemorragia cerebral.
Fiquei sabendo de sua existência graças à homenagem feita pelo Google, hoje, pelo centenário de seu nascimento. Seus desenhos dão uma baita nostalgia da infância, né.
“A tentativa de criar um herói para a audiência de massa é um desafio e uma grande armadilha. Sindicato de Ladrões enfrenta o desafio, mas cai na armadilha. A criação de um simples herói é um problema que não ocorre com freqüência em filmes europeus, nos quais o esforço é despendido em criar personagens que nos toquem mais por sua humanidade – sua fraqueza, sua sabedoria, sua complexidade – do que por suas dimensões heróicas. Nossos filmes [norte-americanos], entretanto, negam a fraqueza humana e as complexidades sobre as quais os europeus tanto insistem. É como se nos recusássemos a aceitar a condição humana: não queremos ver-nos em trapaceiros, em seres traídos e covardes. Queremos heróis, e Hollywood os produz com um estalar de dedos.”
“Quando somos jovens, são boas as possibilidades de que encontremos alguma coisa de que gostar em quase qualquer filme. Mas quando nos tornamos mais experientes, as possibilidades mudam"
"Abrir uma caixa de surpresas, esta é a sensação que tenho ao mostrar este trabalho agora. Este pequeno circo ou fabulário já me acompanha há mais de dez anos e nunca foi mostrado em Porto Alegre. É um trabalho paralelo às outras séries que desenvolvi nos últimos anos, como "Vocabulário", "Rayuela" e, mais recentemente, a retomada da série "Cercas". Este pequeno circo é como um grande brinquedo onde personagens feitos de materiais muito simples, como cera, lata, arame, etc convivem e fazem parte de um mundo reinventado. Um teatro do absurdo onde cada um tem o seu papel. As telas repetem os gestos, cores e formas destas pequenas figuras. Os bichos em papel-machê foram feitos especialmente para esta exposição. Os guaches também serão mostrados pela primeira vez e fazem parte de uma grande coleção que para mim é quase um diário onde registro, com leveza e liberdade, momentos vividos. Um diário que é também fonte de idéias, por isso até hoje guardado em segredo"