sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mary Blair



Nascida em 1911, Mary Robinson Blair frequentou a escola de arte em Los Angeles e inovou a arte de fazer desenhos. Durante a década de 30, Mary pintou aquarelas com temas regionais e trabalhou no Walt Disney Company. Seu talento fez parte da arte conceitual de filmes como Peter Pan, Cinderella e Alice no País das Maravilhas. Ela também fez murais para Disney World e Disneyland, como um enorme mosaico na Disney Contemporary Resort. Além disso, projetou diversas de suas atrações.

Depois da Segunda Guerra Mundial, ela e Lee Blair, seu marido, foram para Nova York, onde Mary criou negócios de arte que fizeram muito sucesso, fez ilustrações de livros infantis, capas de revistas e cenários teatrais. Mary Blair foi homenageada, em 1991, como uma lenda da Disney. Seu trabalho fora da Disney é pouco conhecido, porém muito admirado e copiado por designers, ilustradores e animadores.

A artista morreu em 26 de julho de 1978, de hemorragia cerebral.
Fiquei sabendo de sua existência graças à homenagem feita pelo Google, hoje, pelo centenário de seu nascimento. Seus desenhos dão uma baita nostalgia da infância, né.











quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Pauline Kael


Pauline Kael nasceu em 1919 e morreu em 2001. Foi uma jornalista que escreveu críticas de cinema na revista The New Yorker entre os anos de 1968 a 1991. Conheci seu trabalho através de seu livro, lançado por aqui pela Cia das Letras, 1001 Noites no Cinema, em 1994. Minha primeira impressão não foi positiva, confesso. A imagem que me vinha à mente era a de uma crítica ranzinza, uma mulher que odeia filmes e que dedica sua vida a falar mal deles. Evidentemente eu estava errado. E esse post talvez seja meu primeiro passo para uma melhor compreensão do universo de Pauline Kael.


Importante ressaltar que Pauline foi a crítica de cinema mais importante e influente dos Estados Unidos. É uma espécie de norte pra praticamente todos os que estão no ramo, hoje em dia. Formada em Filosofia e Literatura na Berkeley. Depois de formada trabalhou em alguns trabalhos típicos de recém formados, tais como cozinheira, costureira e redatora de publicidade. E então o editor de uma revista a viu discutir sobre cinema em um café e a convidou pra escrever uma crítica. Foi então que começou a publicar críticas regularmente em algumas revistas.


Pauline buscava nestas críticas um tom afastado da pompa do discurso universitário. Buscava informalidade e a falta de pretensão. E talvez esse seja seu maior mérito: a clareza. Lição que infelizmente muitos críticos hoje em dia não tenham se dado o trabalho de aprender. Afinal, o que mais se vê são aquelas críticas incompreensíveis, impossíveis de serem compreendidas em uma leitura só. Em suma, desnecessários.


Entre 1955 e 60 gerenciou dois cinemas em Berkeley, programando e resenhando todos os filmes exibidos. Como programadora, moldou o gosto de um grande público de acordo com o seu. E foi publicando críticas aqui e alí que alcançou o cobiçado posto na sofisticada New Yorker. Seu estilo direto e claro incomodou aqueles que esperavam um vocabulário rebuscado, mais condizente com a publicação. Mas aos poucos seu estilo se impôs, e seus textos passaram a ser paradigmáticos. Pauline dizia que suas críticas eram boas porque os filmes eram bons.


Aqui vai um trecho em que fala do filme Sindicato de Ladrões:
“A tentativa de criar um herói para a audiência de massa é um desafio e uma grande armadilha. Sindicato de Ladrões enfrenta o desafio, mas cai na armadilha. A criação de um simples herói é um problema que não ocorre com freqüência em filmes europeus, nos quais o esforço é despendido em criar personagens que nos toquem mais por sua humanidade – sua fraqueza, sua sabedoria, sua complexidade – do que por suas dimensões heróicas. Nossos filmes [norte-americanos], entretanto, negam a fraqueza humana e as complexidades sobre as quais os europeus tanto insistem. É como se nos recusássemos a aceitar a condição humana: não queremos ver-nos em trapaceiros, em seres traídos e covardes. Queremos heróis, e Hollywood os produz com um estalar de dedos.”

No início dos anos 1980 foi diagnosticada com a doença de Parkinson. Com a piora da doença, se tornou cada vez mais desiludida com o cinema. As críticas se tornaram cada vez mais amargas, até que em 1991 resolveu se aposentar. Segundo suas palavras, "o empobrecimento estético e mental [do cinema] não tem fim". Dedicou sua última década de vida aos romances, à ópera, ao jazz, ao rap, e ao rock. Morreu em 1991, aos 82 anos.


Enfim, seria ótimo que se estudasse Kael nas universidades. Quem sabe as críticas de cinema hoje em dia se tornassem menos enigmáticas - e menos chatas.

“Quando somos jovens, são boas as possibilidades de que encontremos alguma coisa de que gostar em quase qualquer filme. Mas quando nos tornamos mais experientes, as possibilidades mudam"

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Édith Piaf



Vocês já viram o filme da Piaf? Aquele de 2007, com a Marion Cotillard? Pois vejam, é uma beleza.


Ela nasceu como Edith Giovanna Gassion em Belleville, um distrito cheio de imigrantes em Paris. Ela recebeu o nome de Édith em homenagem a uma enfermeira britânica da Primeira Guerra que foi executada por ajudar soldados franceses a escapar dos alemães. Piaf, um nome coloquial francês para um tipo de pardal, foi um apelido dado a ela vinte anos depois.



Sua mãe trabalhava como cantora em um café e seu pai como acrobata de rua, tendo um passado no teatro. Os pais de Edith abandonaram-na cedo, e ela viveu por dezoito meses com sua desleixada avó materna, até que seu pai pegou-a de volta e levou-a para sua mãe. Esta trabalhava então em um bordel na Normandia. Lá, prostitutas tomaram conta da pequena Édith.



Em 1922, o pai de Piaf levou-a para viver em sua companhia, enquanto trabalhava em pequenos circos itinerantes. Em 1929, aos 14 anos, enquanto seu pai fazia performances acrobáticas nas ruas de toda França, Édith cantou pela primeira vez em público.



Com 15 anos, ela deixou seu pai e sair pra vida. Juntou-se à amiga Simone e as duas tornaram-se parceiras de rolê. Piaf estava com 16 anos quando se apaixonou por Louis Dupont, um entregador com quem teve sua única filha, aos 18, Marcelle, que morreu de meningite com 2 anos de idade. Como a mãe, Piaf encontrou dificuldade em cuidar da filha enquanto vivia de cantoria nas ruas, e deixava Marcelle para trás. Dupont criou a criança até sua morte.



Em 1935, Piaf foi descoberta cantando na rua da área de Pigalle por Louis Leplée, dono do cabaré Le Gerny's. Foi ele quem a iniciou na vida artística e a batizou de "la Môme Piaf", uma expressão francesa que significa "pequeno pardal" ou "pardalzinho", pois ela tinha uma estatura baixa - um metro e quarenta e dois. Lepleé, vendo o quão nervosa Piaf ficava ao cantar, começou a ensinar-lhe como se portar no palco e disse-lhe para começar a usar um vestido preto quando se apresentasse, vestuário que mais tarde se tornou sua marca registrada como roupa de apresentação.



Lançou seu primeiro disco em 1936, tornando-se um sucesso absoluto. Em 1940 estréia como atriz sua primeira peça de teatro, escrita especialmente pra ela por Jean Cocteau. Em 1941 estrela um filme de Georges Lacombe, Montmartre-sur Seine. Em 1945 escreve uma de suas primeiras canções, e também um de seus maiores sucessos, La Vie en Rose. Em 1947 vai pros Estados Unidos pra fazer shows - e um baita sucesso - e lá conhece seu grande amor, Marcel, um pugilista argelino. Mas como tragédia é o sobrenome de Edith, Marcel morre num acidente de avião em 1949. O golpe é fortíssimo e ela passa a se aplicar fortes doses de morfina.




A década seguinte é marcada por sucessos musicais, excessos de morfina e álcool e novos amores. 1958 sofre um acidente de carro, que deixa seu estado de saúde ainda pior do que já era. Nos anos 60 ela aluga uma mansão de 25 cômodos, na praia. Lá passa a dar festas para os amigos, esbanjando sem nenhum limite. Morreu então em outubro de 1963.




Tinha apenas 47 anos.

      

Connie Lim


Só pra constar, vou falar da Connie ilustradora, e não da cantora, ok.

Nasceu em 1986 e mora em Los Angeles, Califórnia. 

Estudou ilustração e designer, e trabalha com moda. Talvez seu trabalho mais conhecido seja a série ilustrações que fez para cartas de baralho. É indiscutivelmente um traço cheio de elegância, indissociável do universo da moda. Enfim, apreciem aí.


















O site e o blog da gatinha:

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ana Alegria


Ana Alegria nasceu em 1947, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, onde estudou letras e artes plásticas.  Desenvolve seu trabalho em pintura, desenho, escultura e gravura, e tem obras em acervos museus e coleções, como o MARGS, o MAC, o Centro Wifredo Lam (Cuba), a Fondazione Arp e a Coleção Hoffman-La Roche (Basiléia, Suíça).


Segue aí alguns trampos dela:









A seguir, um depoimento dado ao catálogo de uma exposição sua, em Porto Alegre.



"Abrir uma caixa de surpresas, esta é a sensação que tenho ao mostrar este trabalho agora. Este pequeno circo ou fabulário já me acompanha há mais de dez anos e nunca foi mostrado em Porto Alegre. É um trabalho paralelo às outras séries que desenvolvi nos últimos anos, como "Vocabulário",  "Rayuela" e, mais  recentemente, a retomada da série "Cercas". Este pequeno circo é como um grande brinquedo onde personagens feitos de materiais muito simples, como cera, lata, arame, etc convivem e fazem parte de um mundo reinventado. Um teatro do absurdo onde cada um tem o seu papel. As telas repetem os gestos, cores e formas destas pequenas figuras. Os bichos em papel-machê foram feitos especialmente para esta exposição. Os guaches também serão mostrados pela primeira vez e fazem parte de uma grande coleção que para mim é quase um diário onde registro, com leveza e liberdade, momentos vividos. Um diário que é também fonte de idéias, por isso até hoje guardado em segredo"


Acreditem em mim, as fotos dessa mulher são fantásticas. Não vou postá-las aqui, pq elas estão muito bem colocadas lá no blog e no flick dela. Vale a pena passar um tempo por lá.


http://ana-alegria.blogspot.com/


http://www.flickr.com/photos/analegria/ 

Marie Paradis


Muito difícil saber mais sobre a Marie, mas basta dizer que ela foi a primeira mulher a escalar uma montanha, aliás, a mais alta da Europa, a Montblanc, com 4807 metros de altura, em 1808. O que a torna uma incrível pioneira, já que o alpinismo é um esporte moderno predominantemente masculino. 

Marie Paradis nasceu na França em 1778 e morreu em 1839. Escalou a montanha numa época onde não existia corda dinâmica, bota plástica, crampon de 12 pontas, roupas com gore-tex e nem qualquer outro desses nossos equipamentos modernosos. O esquema era na raça mesmo.

Dizem que quando suas amigas perguntaram praquê fazer algo assim, ela respondeu que fossem ver por elas mesmas. 

Honra muito o rolê!