domingo, 4 de março de 2012

Meryl Streep


Faz muito tempo que eu queria resenhar a vida desta montra sagrada do cinema. Vou aproveitar esse finalzinho de tarde de domingo pra escrever sobre Meryl, que ganhou seu terceiro Oscar por A Dama de Ferro no domingo passado.


Nascida em 1949 em Nova Jérsei, Mary Louise Streep tem descendência suíça,  irlandesa, inglesa e alemã. Ela foi uma daquelas crianças que estavam sempre envolvidas em peças teatrais na escola, fazendo e acontecendo, até que graduou –se pela Yale School of Drama. Fez algumas adaptações de Shakespeare e foi trabalhar na Broadway. Começou um relacionamento com o ator John Cazale então ela começou a fazer testes pro cinema.


Tem uma anedota dessa fase que eu gosto muito. Meryl foi fazer um teste pra estrelar a refilmagem do King Kong, e o Dino deLaurentis comentou com seu filho, em italiano “Ela é feia. Por que você me trouxe essa coisa?”, e então ficou chocado quando ela respondeu, num italiano fluente.



Seu primeiro papel no cinema foi uma ponta em 1977 no filme Júlia, em que aparecia num flashback. No ano seguinte estava em O Franco Atirador, estrelado por Cazale e Robert DeNiro. Foi em 77 que Cazale foi diagnosticado com câncer nos ossos, e Maryl permaneceu ao seu lado até sua morte, em março de 78. Neste ano ela estrelou a minissérie de TV, Holocausto, que foi um puta sucesso, elevando sua popularidade diante do grande público. Em 1979 começou um relacionamento com o escultor Don Gummer, que dura até hoje.


Sua primeira indicação ao Oscar veio pelo O Franco Atirador. No ano seguinte ela fez um filme com o Woody Allen, Manhattan e o drama Kramer vs Kramer, onde exigiu que suas falas fossem reescritas, já que elas não faziam justiça às mulheres que passavam pela situação de divórcio e guarda de filhos. Por ele ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante.


Até então suas papéis eram todos secundários. A partir de 1981, com A Mulher do Tenente Francês, passou a desempenhar papéis principais. Em 82 veio o A Escolha de Sofia, e o Oscar de melhor atriz.


Fez uma penca de filmes, até que chegou aos 40 e os papéis começaram a rarear. Em 1989, comentou com o marido que estava pensando em deixar o cinema, por falta de papés.


“Eu lia nas entrelinhas que depois que uma mulher passa da idade reprodutiva só podem ser vistas como ‘grotescas’
A coisa mudou de figura em 1995, quando foi chamada pra atuar com Clint Eastwood em As Pontes de Madison. Ali estava a representação de uma mulher de verdade, interpretada por uma mulher madura. A partir daí sua figura de mulher forte, talentosa e bem resolvida só se fortaleceu.


 “Conforme envelheço, baixo a guarda e penso menos em tudo o que me preocupava quando eu era jovem. A vivência me permite encarnar com autoridade todas as idades pelas quais já passei”



O IMDB diz que ela já atuou até o momento em 69 produções, quase sempre de filmes de qualidade. Eu particularmente piro muito na Meryl, pq chegar aos 62 anos, sem nenhuma plástica, trabalhando naquilo que gosta e fazendo isso muito bem, ora, não é pra qualquer um. Mesmo.


Sarah Illenberger


Conheci essa artista plástica alemã graças ao amigo Carlos Calsavara. Nascida em 1976, Sarah Illenberger estudou designer gráfico em 2000 e hoje trabalha pra diversos jornais e revistas, criando imagens de força e interesse incontestáveis. Divirtam-se.



































Pra ver mais estripulias dessa gatinha, é só entrar no site dela:
http://www.sarahillenberger.de/

sexta-feira, 2 de março de 2012

Roberta Sá


Semana passada eu comprei o cd maravilhoso da Roberta Sá, Segunda Pele, e desde então não consigo parar de ouvir. Essa pequena conseguiu criar uma obra melhor que seu álbum anterior de 2007, Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria, que eu já havia furado de tanto ouvir.


Roberta Varela Sá nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, em 1980. Ouviu uma porção de Beatles e de mpb com os pais na infância. Aos nove anos mudou-se com a mãe pro Rio de Janeiro, e aos 16 começou a fazer aulas de canto. Aos 18 fez um intercâmbio em Missouri, na Gringa, onde estudou canto num coral durante um ano.


Voltando pro Rio, continuou com as aulas de canto, enquanto cursava jornalismo e trabalhava de balconista. Ela começou a se apresentar, abrindo shows de alguns cantores, por volta de 2001, até que em 2002 ela participou dum reality show da globo, Fama. Mas daí ela não se encaixou direito no rolê e saiu logo do programa. Mas foi lá que conheceu Felipe Abreu, que se tornou seu preparador vocal.



Seu primeiro disco, Braseiro, saiu em 2005.
“O repertório é uma declaração de amor à música popular brasileira. Pelo menos a que eu conhecia até aquele momento. É um álbum de memórias musicais afetivas. Foi aí que começou minha formação profissional, através do convívio com músicos e artistas fabulosos”
Em 2007 foi a vez do segundo, o já citado Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria.


Em 2011 ela foi indicada ao Grammy Latino como artista revelação. Agora em 2012 ela acaba de lançar seu cd novo, que é este que eu não paro de ouvir. Se alguém tiver afim de ir num show dela comigo, é só dar um toque.


Essa mina é foda mesmo, falaaí?