segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sara Sonaya



Galera,
eu simplesmente não consigo parar de ouvir essa mulher.

Eu sei, ela não canta bem. Mas isso é o de menos. A música aqui existe pra externalizar uma dor muito forte, uma alma sofrida, maltratada. Isso pra mim é que é música de verdade. Não foi feita pra ganhar dinheiro, mas pq era absolutamente indispensável cantar.

Nada se sabe sobre a vida de Sara. Na internet só existem duas músicas dela, Vamos Desquitar e Manequim Procurado, descobertas graças a um compacto emprestado de uma professora de biologia para seu aluno, por volta de 2008.

Essa é a primeira música, Vamos desquitar.


E aqui a outra, Manequim Procurado:


Enfim, é isso. Fico pensando se Sara ainda está viva, onde mora, sei lá, se existem mais músicas. Por enquanto, fico ouvindo e reouvindo essas duas pérolas de dor e coração partido.

sábado, 21 de abril de 2012

Cindy Ray


Eu tenho tatuagem. Moro numa casa onde as garotas são muito tatuadas. As mães, e até as avós de amigos e amigas possuem alguma tinta no corpo. Enfim, hoje já não é tão tabu, mas é que o tempo é outro. Tipo, ser uma mulher tatuada nos anos de 1960 era como estar sozinha num deserto de gente. Alvo fácil de preconceito, uma época onde pouquíssimas tinham a coragem e independência pra encarar a agulha.




Nascida na Austrália, em 1940, com o nome de Bev Robinson, Cindy era uma jovem mãe solteira, trabalhando em uma fábrica, e precisando muito de dinheiro extra. Em 1959, respondendo a um anúncio de jornal do fotógrafo Harry Bartram, que estava à procura de modelos, recebeu uma proposta inusitada: ele só a pagaria se ela aceitasse ser tatuada. Cindy topou a parada e mandou a tattoo pra pele. E daí foi amor.



Nesta primeira sessão, recebeu quatro tatuagens de uma vez, percorreu o país, de porto em porto, já com o nome de Cindy Ray, tatuando marinheiros. Mais tarde, casou-se com um tatuador, dono de sua própria loja. No dia em que ele quebrou a mão, ela assumiu a maquininha (prática que perduraria por 44 anos). É considerada até hoje uma das primeiras mulheres a tatuar.


Cindy tornou-se musa e referência pra tatuadores e tatuados, sempre se correspondendo com seus fãs, fazendo centenas de fotos durante sua carreira de modelo.


Muita gente ganhou dinheiro encima do seu nome, batizando máquinas de tattoo, jóias, vendendo fotos e outras coisas. Mas a renda de Cindy vinha de seu trampo de modelo e de tatuadora.



Infelizmente é muito difícil encontrar informações sobre ela na internet. Não há nenhuma página na wikipedia sobre ela, e quase todos os sites reproduzem o mesmo texto. Enfim, se vc que tá lendo esse post tiver mais alguma informação, será muito bem vinda.



Ah, só pra finalizar. Acho que ela ainda é viva, e pelo que consta vive feliz e cercada de amigos, em sua cidade natal, na Austrália.


Recebendo um prêmio em 2005



Stephanie Buscema


Hoje eu preciso fazer um post leve e divertido. Nada muito pesado. Por isso vou botar alguns dos adoráveis desenhos feitos pela jovem Stephanie Buscema, neta da grande lenda dos quadrinhos John Buscema.


Stephanie é uma ilustradora, caricaturista e pintora residente em Nova Iorque, com o marido e o gato. Colecionadora de tudo o que se relaciona ao universo vintage, possui um traço de lápis e tinta que se mostram irresistíveis a qualquer olho mais atento. Ou talvez até ao menos atento.


Pra ver mais desenhos, taqui o site dela: http://stephaniebuscema.blogspot.com.br/































quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cynthia B.


Minha amiga Aline me emprestou esses dias duas edições de um zine chamado Golden Shower. Auto-intitulado 'quadrinhos bizarros para adultos sem noção', trata-se de um trabalho transbordante de criatividade, coletânea de trabalhos feito por gente iniciante e veteranos endeusados. Enfim, pra minha grande alegria e surpresa, a editora do rolê, a pessoa que comanda tudo e que criou a bagaça é uma mulher: Cynthia B.

Dêem uma olhada nesse vídeo:


O foda é que não há nenhuma informação na internet pra montar uma mini-bio decente. Mas, ah, foda-se. Vou passar o link do blog dela, daí pra quem se interessou, entra lá, lê os quadrinhos, e compra o zine da menina. Conselho de brother: vale muito a pena.

http://cynthiab.com.br/

E tem o site antigo, com uma porção de coisa massa:
http://graoemgrao.wordpress.com/





Bem, é isso. Curtinho, né?