Agora pouquinho eu me deparei com essa artista italiana, e gostei muito dos desenhos dela. Infelizmente, não achei nada sobre ela. Tipo, nada mesmo. Mas mesmo assim resolvi colocar um pouco do trabalho dela aqui pra vcs.
E ela tem também umas esculturas. Se liga:
Tem esse vídeo aqui da exposição dela, na Itália.
Ah, e em 2009 ela roteirizou um filme, aparentemente muito bizarro. Vale dar uma conferida no trailer.
Estou no trabalho, com um baita sono. Vontade gigante de voltar pra cama e dormir a tarde toda. Preciso de algo que me acalme o olhar. Por isso hoje eu vou falar sobre a Grazi.
Uma das pouquíssimas pessoas a participar o big brother e ter uma carreira decente, Grazi é um tipo de unanimidade aqui no nosso país. Todo mundo gosta dela. Talvez seja o seu jeitinho de garota do interior, talvez seja a sua beleza pacificadora, ou mesmo sua suave gentileza. Enfim, até o marido dela é um cara legal, o Cauã Reymond.
Nascida em 1982, no interior do Paraná, Grazielli Soares começou nas passarelas aos cinco anos de idade. Não que sua família tivesse alguma tradição nisso, já que seu pai era pedreiro e sua mãe costureira. Mas a família sempre a ajudou nessa trajetória. Na adolescência, destacou-se como rainha de festas agropecuárias, e em 2004 foi eleita Miss Paraná.
Em 2005 participou do big brother, conquistando o segundo lugar (venceu o professor e hoje deputado federal Jean Wyllys). A partir daí começou sua vida de queridinha do Brasil. Uma pancada de capas de revista, campanhas publicitárias, e a playboy mais vendida entre 2005 e 2010. Convidada por Manoel Carlos para participar da novela Páginas da Vida, começou a fazer oficina de atores na globo.
Em 2007, começou a namorar o também ator Cauã Reymond, que é sem dúvida um dos melhores atores de sua geração. Em 2008 foi protagonista de uma novela escrita por Miguel Falabella, trabalho elogiado por crítica e público. Desde então seu trabalho na globo vai muito bem, obrigado. No final de 2011 anunciou sua gravidez, e a pequena Sofia é aguardada pra logo menos.
Carioca, nasceu em 1955. Neta de um caboverdiano, e filha de um baterista, cresceu num ambiente musical, frequentando desde cedo a gafieira, bailes de soul, e rodas de samba. Aprendeu sozinha a tocar violão, e compunha ela própria suas primeiras músicas.
Aos 22 anos começa a estudar psicologia na universidade, mas resolveu largar na reta final, pra se dedicar à música. Uma de suas composições, "morenando", fora gravada por Leci Brandão, obtendo grande sucesso.
Seu trabalho chegou ao grande público através de um festival de música promovido pela Globo, o MPB 80. Ela criou fortes laços de amizade com a família do Cazuza, tanto que o chá de bebê de seu primeiro filho rolou na casa dos pais dele, coordenada pela Lucinha Araújo.
Sandra de Sá dominou nos anos 80. Fazia uma penca de shows, lançava e vendia muitos discos, compunha várias trilhas de novela. Nos anos 90, num ritmo mais sossegado, continuou sua trajetória musical, com respaldo de crítica e público.
Através de uma brincadeira com a sigla MPB, cunhou o termo Música Preta Brasileira.
"a nossa música é essencialmente preta (suingada/balançante), pois começa e termina no tambor, no suingue. Não há ritmo que cantemos ou toquemos aqui que não contenha um toque de brasilidade. Isto é a nossa pretitude. Até porque se é popular, é do nosso povo, que é altamente miscigenado."
Em 2006 fez uma participação como atriz no seriado Antônia, comandado por Fernando Meirelles. Pra mergulhar mais nessa figura, taqui uma entrevista dela no programa do Jô, em 2010.
Nise da Silveira nasceu em Maceió, em 1905. Seu pai era jornalista e diretor do jornal de Alagoas. Completou os estudos básicos num colégio de freiras, e aos 16 começa o curso de medicina na faculdade da Bahia. Cinco anos depois ela era a única mulher a se formar, entre 157 homens. Nessa época, casa com um sanitarista, colega de faculdade. Os dois passariam a vida toda juntos.
Quando seu pai morre, em 1927, muda-se com o marido para o Rio de Janeiro, onde se engaja no meio artístico e literário. Aos 27 anos é aprovada num concurso para psiquiatra, e no ano seguinte começa a trabalhar no Serviço de Assistência a Psicopatas e Profilaxia Mental do Hospital de Praia Vermelha.
Em 1935, quando houve o levante comunista contra o governo do Getúlio, uma enfermeira denunciou Nice pras autoridades, por ela ter livros marxistas consigo. Isso a levou à prisão, em 1936, por 18 meses. Nesse presídio, o Frei Caneca, também estava Graciliano Ramos, e foi assim que Nice se tornou uma das personagens de Memórias do Cárcere.
De 1936 até 44 permanece na semi-clandestinidade com o marido, por razões políticas. Nesse tempo ela mergulha nas leituras de Espinosa. Em 1944 ela é reintegrada ao serviço público, onde ela retoma sua briga pelo bem estar dos pacientes, recusando-se a aplicar eletrochoques. É afastada pra área da terapia ocupacional, atividade menosprezada pelos médicos.
E foi na terapia ocupacional que Nise deu o pulo do gato. Em 1946 fundou, no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, a Seção de Terapêutica Ocupacional. Os pacientes, que exerciam tarefas de manutenção e limpeza, agora podiam frequentar os recém abertos ateliês de pintura e modelagem, possibilitando um tratamento mental através do arte. Esse método revolucionou a psiquiatria então praticada no país.
Em 1952 ela funda o Museu de Imagens do Inconsciente, onde expõem os trabalhos realizados pelos internos. Em 56 criou a Casa das Palmeiras, clinica voltada a reabilitação de antigos pacientes de clínicas psiquiátricas. Foi também pioneira na utilização de animais no tratamento dos pacientes.
Em 1954 ela escreveu pro Jung, falando sobre a recorrência do tema das mandalas nas pinturas de seus pacientes. Foi o início de uma produtiva correspondência, e em 57 ela expôs em Zurique, no II Congresso Internacional de Psiquiatria, a convite do próprio Jung. Ele a orientou a estudar mitologia para compreender melhor os trabalhos dos internos.
Incrível, né? Aí na frente eu coloquei uma série de três entrevistas com ela. Foi o que consegui achar de melhor no youtube.
Está previsto um filme sobre a vida de Nise, a ser lançado em 2013, com direção de Roberto Berlinder. Quem a interpretará será Glória Pires. Nada mais justo esse reconhecimento a uma mulher tão importante pra área da saúde mental, que faleceu em 1999.
Nesse feriado eu comprei um livro incrível da editora h. f. ullmann, chamado apenas MODA. Enfim, vou passar as próximas semanas escrevendo sobre estilistas, começando por essa que é pioneira da alta costura.
Jeanne Paquin nasceu em 1869, filha de um médico, e trabalhou quando jovem como aprendiz de costureira em Paris. Casou-se com um bem sucedido banqueiro, o que a permitiu abrir sua própria casa de costura. Enquanto o marido cuidava da administração, ela cuidava da criação. O texto a seguir eu tirei dum blog de moda:
Com a apresentação dos primeiros modelos, surgiram detalhes que chamavam a atenção, como os tailleurs com peles arrematando golas, punhos as vezes a barra; outros em sarja azul, enfeitados dos agaloes e botões dourados; peles; lingerie, vestidos para noite em branco, verde, pastel ou lamé dourado. Mereceram destaque o uso de um peculiar tom de vermelho, que se tornaria um clássico da casa e as aplicações em renda em tecidos contrastantes, além da habilidade de combinar cores. Esses detalhes, somados ao acabamento intocável e certa modernidade, anunciavam o que mais tarde seria conhecido como “grande estilo de Paquin.
De personalidade cativante e dona de um temperamento afável, sua clientela era formada por damas atrizes e cortesãs. Foi então que em 1895 ela resolveu fazer publicidade. Botou cartazes nos teatros com desenhos de suas criações, e enviou modelos vestindo suas últimas criações para a ópera e pra corrida de cavalos. Logo sua estratégia foi copiada por outros estilistas.
A Jeanne é a que tá ao centro, esquerda, com o chapéu branco.
Em 1900 houve a Exposição Universal em Paris, e Paquin foi convidada por seus colegas pra presidir o setor de alta costura do evento. Enquanto as outras casa tinham de 50 a 400 funcionários, ela chegou a dois mil. Em 1902 abriu uma filial em Londres. Em 1907, após a morte do marido, teve uma grande influência oriental em seu trabalho. Em 1913 foi a primeira representante da alta costura a ser condecorada pela Legião de Honra, pelo governo francês.
"O primeiro mandamento da alta-costura é que a moda deve ser a nova e corresponder ao padrão de beleza e ao estilo de vida atuais. Os costureiros não ditam mudanças, mas de preferência seguem as súbitas viradas de estilo iniciadas pelas mulheres nas ruas"
E agora, pra finalizar, taqui um trecho do livro MODA. Enjoy.
"Também Jeanne Paquin, a mulher que herdou o papel de selecionar os participantes no Pavillion de l´Élégance, assinava como estilista e não como costureira e também ela nunca acrescentou nada de novo, apenas desempenhou o seu papel com muito brilho. Um manequim de cera, feito à imagem e à semelhança das suas bonitas linhas, era vestido com as melhores rendas e sedas, e a apresentação refinada fazia esquecer que a inovação não era muita. Ou seja, o que foi realmente um choque foi o facto de pela primeira vez a direção da feira de moda ter sido confiada a uma mulher, pois o mundo da alta-costura era (e é ainda) dominado por homens. E estes eram da opinião de que o corpo feminino deveria ser apertado e enchumaçado de modo a corresponder à forma ideal de uma ampulheta: no centro frágil e delicado, em cima e em baixo voluptuoso e exuberante. De perfil, a linha descrevia um "S", que poderia ser mais ou menos curvilíneo e acentuado de acordo com o espartilho e os enchumaços utilizados nas curvas"