quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Dorothy Hodgkin


Dorothy Mary Crowfoot nasceu no Cairo, Egito, em 1910. Passou os primeiros quatro anos da vida vivendo numa comunidade de expatriados ingleses no Egito, visitando a Inglaterra apenas alguns meses ao ano. Durante a primeira guerra foi cuidada por amigos na Inglaterra, longe dos pais. Ao final do conflito sua mãe retornou ao Reino Unido e passou a cuidar da filha. Dorothy lembra desta fase como a mais feliz de sua vida.


Desenvolveu desde cedo uma paixão pela química, e aos dezoito foi estudar química em Oxford. Depois estudou também em Cambridge, onde se tornou consciente do potencial da Cristalografia de raio-x para determinar a estrutura de proteínas, trabalhando com ela na primeira aplicação da técnica de análise de uma substância biológica, a Pepsina.


Em 1934 voltou para Oxford e dois anos depois tornou-se pesquisadora da Somerville College, cargo que ocupou até 1977. Trabalhou na análise estrutural da penicilina, de 1942 a 1949. Tirou a primeira fotografia de uma vitamina em 1948, e isolou a vitamina B12, a partir de um extrato de fígado, em 1955. Em Abril de 1953 foi umas das primeiras pessoas a ver o modelo da estrutura do DNA.


A insulina foi um dos seus objetos de estudo mais fascinantes. Ela começou sua investigação em 1934, mas a estrutura da insulina só foi solucionada 35 anos depois. Depois disso ela continuou colaborando com outros laboratórios que investigavam a ligação entre a insulina e a diabetes.

Aqui um vídeo com ela. Infelizmente não há legenda, mas dá pra ouvir sua voz, o que já vale o clique.

Recebeu o prêmio Nobel de química em 1964.



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Berthe Morisot


Berthe Morisot com um bouquet de violetas, por Edouard Manet, 1872.  

Neste final de semana eu fui à mostra impressionista no CCBB. Tudo muito lindo e tal, mas a grande surpresa da visita foi saber que havia uma mulher pintora no meio de tantos Renoirs, Lautrecs, Degas, Gauguins, Monets e Manets. O nome dela é Berthe Morisot, e o quadro dela que veio pra São Paulo é O Berço, de 1872.


Berthe nasceu em 1841, em Paris, numa família burguesa de sucesso e cultura. Ela era bisneta de um dos pintores mais prolíficos do Rococó, Jean-Honoré Fragonard. A família nunca se opôs aos seus desejos de artista, e Berthe começou como copista no Louvre.

Iniciou a sua formação com os mestres Chocarne-Moreau e Guichard, até que conheceu o pintor de paisagens Camille Corot, que tornou-se professor e tutor tanto dela quanto da sua irmã. Também teve aulas de esculturas com Millet. No ano de 1863 começou a pintar ao ar livre em Pontoise, onde conheceu os pintores Daubigny e Daumier. A esse período de intensa aprendizagem seguiram-se viagens pela Espanha e Inglaterra.


Manet 1868-9 "Da Varanda" Berthe Morisot, Antoine Guillemet, Fanny Claus

Depois de conhecer Manet, posou para ele como modelo e apaixonou-se por Eugênio, irmão do pintor, com quem se casou. A história oficial é essa, mas o que rola na boca do povo é que Berthe era apaixonada pelo Manet, que já era casado. Pra evitar o escândalo, ela se casa com o irmão dele, e continua se mantendo por perto.

Depois de participar da primeira exposição dos impressionistas, em 1874, a pintora iniciou uma série de viagens de estudo pela ItáliaPaíses Baixos e Bélgica. Suas obras foram apresentadas em 1886 em Nova Iorque, e um ano mais tarde na Exposição Internacional de Paris. 

A seguir, alguns de seus quadros:























quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Clara Schumann



Aos 14 anos, começou a compor o Concerto para piano em lá menor, que foi apresentado quando ela estava com 16, tendo a regência de Felix Mendelssohn.
Destacou-se não só por isso, mas também pela performance de compositores românticos da época, como Chopin e Carl Maria Von Weber.

Na adolescência iniciou um romance com Robert Schumann que na época era aluno de seu pai. Ao tomar conhecimento da ligação de Robert e Clara, Wieck ficou furioso, pois Robert tinha problemas com a bebida, o fumo e crises depressivas. Preocupado com o futuro da filha, proibiu a relação. A conseqüência foi uma longa batalha judicial, em que, após um ano de litígio, Schumann conseguiu a permissão para desposar Clara, após ela completar 21 anos.

Depois do casamento, Clara e Robert começaram uma longa colaboração, ele compondo e ela interpretando e divulgando suas composições. Clara continuou a compor, mas a vida em comum era complicada, pois ela foi forçada a parar a carreira por diversos períodos, devido às 8 gestações e, apesar de Schumann aparentemente encorajar sua criação musical, ela abdicou muitas vezes de sua carreira como compositora para promover a do marido. A situação era agravada por várias diferenças entre o casal: Clara adorava turnês, Robert as odiava; ele precisava de silêncio e tranquilidade para praticar, o que significa que Clara ficava em segundo plano, pois somente após o estudos do marido ela poderia ter suas horas de estudo.

Outro problema eram as constantes crises nervosas do marido, que fizeram Clara assumir as responsabilidades familiares sozinha. A pior crise de sua vida aconteceu quando Schumann entrou em depressão crônica, o que obrigou a família a interná-lo num manicômio, onde ficou por dois anos, até sua morte. Após 14 anos de casamento, Clara ficou sozinha com os filhos, tendo que dar aulas e apresentações para sustentar a família.

A partir daí, ironicamente, ela ficou livre para compor e dar concertos, e sua carreira finalmente se desenvolveu. A amizade com Johannes Brahmsfoi o principal sustentáculo nesse período, o que deu margem a fofocas de que os dois teriam um romance. Foram anos de colaboração mútua, já que os dois artistas eram defensores ferrenhos da estética romântica ligada a um padrão mais formal, e opositores de Wagner e Liszt. A amizade durou até o final da vida de Clara.

Durante certo período, Clara sofreu de uma síndrome de dor crônica, atribuída aos excessos de treinos na tentativa de executar as obras orquestrais de Brahms. O tratamento multimodal realizado à época foi bem sucedido e Clara pode continuar sua carreira. Os últimos anos da compositora foram marcados por uma brilhante carreira como professora e o reconhecimento como concertista, chegando até a ser comparada com Liszt.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Amy Hildebrand


A americana Amy Hildebrand nasceu com cega, decorrência do albinismo. Durante a adolescência passou por algumas cirurgias e passou a enxergar cores, formas e sombras. Apesar das limitações de sua visão, Amy optou por estudar fotografia na universidade.


Em 2009 ela lançou um projeto de publicar 1000 fotos em 1000 dias em seu blog. A cada 30 dias ele escrevia um texto. O projeto está concluído e pode ser confirmado aqui: http://withlittlesound.blogspot.co.uk/

"Eu quero me refletir como uma só pessoa; alguém que vai crescer, ter filhos, envelhecer e morrer. Nem todos os meus dias serão bons, nem todas as minhas fotos serão boas, mas elas irão me refletir"

As fotos são bem interessantes, e retratam o cotidiano de forma bem única. Aí vão algumas.