terça-feira, 31 de maio de 2011

N´g Mui



Essa foi uma dica do Andrew.
N´g Mui foi uma monja budista que viveu a 300 anos atrás, na China, e liderava uma das 36 câmaras do templo Shaolin. Nessa época o povo a qual ela pertencia, os Han, viviam sob o jugo do povo Manchu, que eram guerreiros da nobreza da China. Esses lárápios atearam fogo no templo Shaolin, sob alegação de que os monges estavam escondendo opositores do regime. N´g Mui, juntamente com outros mestres, fugiram e se dispersaram pelo sul da China, espalhando assim seus conhecimentos marciais.



O que me interessou na figura de N´g Mui é que ela criou um estilo de luta totalmente novo: o Wing Chun, arte que foi passava para Yip Man, e posteriormente para Bruce Lee. Enquanto a grande parte das artes marciais se preocupam em se esquivar ou bloquear o ataque do agressor, e depois atacar, o Wing Chun tem o princípio de usar a força do ataque do agressor contra ele mesmo, onde a defesa já funciona como ataque.

Há diferentes versões sobre a história de N´g Mui. Escolhi na wikipédia a que eu gostei mais e reproduzi aqui.


O templo de Shao-Lin da província de Henan era um lugar onde muitos revolucionários de partidos esquerdistas procuravam exílio, numa época onde o templo era muito respeitado. Entretanto, não era do interesse do Governo Manchu que esses rebeldes permanecessem vivos, e devido aos monges constantemente aceitarem peregrinos, tornou-se de fácil acesso para certo espião que, disfarçado, envenenou toda a água e ateou fogo nas dependências do templo, abrindo as portas e permitindo a entrada dos soldados Manchus.
Após a destruição de Shao Lin pela invasão do exército Manchu, Ng Mui, decidida a continuar na vida religiosa, ingressou no templo da garça branca onde, ali próximo, conheceu o velho Yim Yee. Segundo a história, Yim Yee tinha uma filha chamada Yim Wing Chun, que conforme os costumes chineses da época, tinha sido prometida em casamento, para um negociante da província de Fukin Neste lugar, havia homem chamado Wong que provavelmente pertencia a hierarquia governamental da região, e que era famoso tanto por sua habilidade em lutar quanto por seu mau procedimento. Atraído pela beleza de Yim Wing Chun, Wong queria-a como uma de suas concubinas, dizendo que, ou ela se casava com ele, ou ele a tomaria à força em uma determinada data. Yim Yee estava velho e já não tinha mais condições físicas de enfrentar o valentão em um duelo, o que era muito comum nesta época para resolver diversos assuntos. Todos os dias, ele e a filha se preocupavam com a data que se aproximava sem saberem o que fazer.
Enquanto isso, a monja Ng Mui que estava hospedada no templo da garça branca, costumava descer à vila, no sopé da montanha para fazer pequenas compras. Certo dia, conversando com Yim Yee, ficou sabendo do que se passava, e se propôs a ajudar. Yim Wing Chun passou a estudar sob a tutela de Ng Mui, e como conseqüência de seu aprendizado, ela mesma resolveu duelar contra Wong, conseguindo derrotá-lo em um combate onde à questão disputada era sua própria liberdade. Mais tarde, casou-se com o noivo que lhe tinha sido reservado, de nome Leun Bok Tao, o qual já possuía conhecimento de artes marciais antes de desposá-la. Depois do casamento, Yim o via praticar seus exercícios e fazia-lhe sugestões a respeito de certas técnicas. A princípio, prestou pouca atenção a essas sugestões, pois se considerava um bom lutador. Mas o tempo foi passando e começou a notar certas pertinências em suas observações. Também não se esquecia do fato que havia derrotado um homem no passado. Resolveu então, desenvolver as técnicas de sua esposa, a qual passou a chamar de Wing Chun Kuen (Punhos de Wing Chun).


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