segunda-feira, 16 de abril de 2012

Chiquinha Gonzaga


Aos 85 anos, em sua última foto.

Chiquinha Gonzaga nasceu no Rio de Janeiro, em 1847, filha de um general do exército e de uma negra pobre. Mesmo sem grandes condições financeiras, sua família lhe proporcionou uma educação burguesa. Estudou cálculo, inglês e religião com o Cônego Trindade, o melhor professor da época. E estudou música com o Maestro Lobo, muito conhecido na época. Dedicava-se muito a essa última, compondo sua primeira música aos 11 anos, uma canção natalina chamada Canção dos Pastores. Desde muito cedo frequentava rodas de lundu e umbigada, que eram rodas musicais de escravos.

Com 1 ano de idade, no colo da mãe.

Aos 16 anos, seguindo as exigências do pai, casou-se com um rico oficial da marinha, oito anos mais velha que ela. No ano seguinte nasce seu primeiro filho, João, e no seguinte sua filha, Maria. Com gênio forte e decidido, Chiquinha continua se dedicando ao piano, pra desagrado do marido, compondo valsas e polcas. Em 1867 nasce seu terceiro filho, e o casamento passa a se tornar insustentável, dada as ordens de seu marido pra que Chiquinha não se envolvesse com música.

Aos 18.

E então, no meio de uma sociedade machista, preconceituosa e hipócrita, Chiquinha se separa do marido, perdendo a guarda de seus dois filhos mais velhos. Reencontra então um antigo namorado de juventude, o engenheiro João, com quem viveu muitos anos e teve uma filha, Alice Maria. O casal logo se separou, pois as traições do engenheiro eram muito frequentes. Perdeu a guarda da filha.


Chiquinha passou a viver só de música, de forma independente, tocando piano em lojas de instrumentos musicais. Integrou um grupo de choro, que se apresentava em festas. Aos 30 anos compôs a polca ‘Atraente’, início de seu sucesso e popularidade. Passou a compor para o Teatro de Revista.


Aos 52 anos, conheceu um jovem músico de 16 anos, João Batista Lage, por quem se apaixonou. Pra evitar o falatório dos preconceituosos, ela o adotou como filho, pra que pudessem viver juntos. Mas logo se mudaram para Lisboa, fugindo dos fofoqueiros. Formaram um feliz e apaixonado casal, que permaneceu junto até os dias finais de Chiquinha.

Aos 47.

Aos passar por Berlim e ver diversas de suas músicas sendo executadas sem seu consentimento, funda a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, para proteger os direitos autorais dos músicos. Politicamente, era uma mulher engajada, participando da campanha abolicionista e da proclamação da república.

Aos 78.

Aos 64 anos, estreia seu maior sucesso no teatro: a opereta Forróbodó. Foram 1500 apresentações seguidas desde sua estreia. Em toda sua vida, compôs músicas para 77 peças teatrais e mais de duas mil composições em gêneros variados. 


Morreu em 1935, ao lado de seu grande amor, João Batista Lage, quando começava o carnaval.

Aqui no site do Instituto Moreira Salles dá pra encontrar muita coisa boa sobre ela: http://ims.uol.com.br/hs/chiquinhagonzaga/chiquinhagonzaga.html

E tmb o site oficial: http://www.chiquinhagonzaga.com/

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