segunda-feira, 14 de maio de 2012

Judith Butler



Judith Butler nasceu em 1956, em Ohio, numa família judaica. Estudou na escola hebraica, recebendo educação sobre ética judaica. Na escola, deixava os rabinos putos, pq discutia muito em sala e não se comportava. Recebeu o diploma de filosofia em Yale em 1978, e seu doutorado em 1984, que versava sobre o estudo de gênero. Lecionou em algumas universidades, até chegar em Berkeley no ano de 1993, onde leciona e pesquisa até hoje.

É considerada uma filósofa pós-estruturalista, com contribuições para os campos do feminismo, teoria queer, filosofia política e ética. Entre seus trabalhos mais recentes há um foco em críticas aos sionistas e à violência do  Estado de Israel. Esse curtíssimo vídeo aí de baixo capta um pouco do seu pensamento.


Esse trecho vem desse ótimo e completo documentário [dividido em 6 partes], que infelizmente não tem legendas em português. Mas tem áudio em inglês e legenda em francês. Vale a pena.


E, a seguir, vou colocar uns trechos de uma entrevista concedida a Patrícia Porchat, que pode ser conferida na íntegra aqui: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-026X2010000100009&script=sci_arttext

"Acho que a razão por que digo "sou feminista" em termos enfáticos é que muitas pessoas têm me chamado de pós-feminista ou pensam que faço parte de um movimento pósfeminista. Portanto, estou no processo de refutar essa descrição e talvez historicamente, se não fosse esse o caso, eu pudesse ser mais despreocupada e dizer "Talvez eu seja uma feminista". Mas, dado esse esforço em me situar numa espécie de quadro pós-feminista, eu resisti à linguagem da identidade. Mas certamente há outras ocasiões em que uso a linguagem da identidade - quando sinto que é extremamente importante marcar certo tipo de posição a esse respeito junto a outra pessoa. Depende do contexto do discurso no qual estou operando. 

Bem, eu certamente não acho que estamos vendo o fim da discriminação econômica contra a mulher, não acho que vimos o fim da desigualdade ou da hierarquia de gênero. Não acho que vimos o fim da violência contra a mulher, não acho que vimos o fim de certas concepções profundamente arraigadas sobre quais são as fraquezas das mulheres ou sobre a capacidade das mulheres na esfera pública, ou sobre uma série de outras coisas. Portanto, essas lutas ainda estão muito vivas. Suponho que, para algumas pessoas muito estabelecidas e economicamente seguras, o feminismo já não é tão forte, já não é mais um atrativo, porque elas podem muito bem ser mulheres que hoje ocupam postos de poder e privilégio, ou de segurança econômica, mas isso, com certeza, não é verdade globalmente. Se a gente olha para diferentes níveis de pobreza, diferentes níveis de escolaridade, vê que o sofrimento das mulheres é incomensurável. Então, sim, eu sou uma feminista. Podemos discutir sobre formulações do movimento feminista ou sobre o status de identidade no interior do movimento, e, nesse caso, eu teria discussões com todo tipo de pessoas, mas esse é um debate no interior do movimento, ou pelo menos sobre a direção que o movimento deve adotar"

Um comentário:

  1. Uma vagabunda de analfabeta funcional metida a "filosofa"! Um lixo mesmo!

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