quarta-feira, 7 de março de 2012

Madre Teresa de Calcutá


Vamos falar sobre um ícone do século vinte, uma mina que durante minha infância sempre foi um símbolo de tudo aquilo que é bom, e que presta. Seu nome de batismo é Agnes Gonxha Bojaxhiu, nasceu em 1910 no Império Otomano (hoje Macedônia), e se naturalizou indiana, e foi uma missionária católica durante toda a vida. Era conhecida como a Madre Teresa de Calcutá.


Durante  a infância, Agnes freqüentou uma escola não católica. Seu pai morreu quando ela tinha oito anos. Durante a infância era fascinada por histórias de missionários em Bengala, e aos doze anos estava convencida de que era isso que queria pra vida. Aos dezoito anos ela saiu de casa pra se juntar às Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, na Irlanda.


Permaneceu um ano na Irlanda, aprendendo inglês, pois era nessa língua que os ensinamentos eram transmitidos pras crianças da Índia. No ano seguinte já estava na terra de Ghandi, aprendendo bengali  e lecionando numa escola. Mudou seu nome pra Teresa, em homenagem à Thérèse de Lisieux, padroeira dos missionários. Depois de vinte anos lecionando na mesma escola, foi nomeada diretora.


 Embora gostasse muito de lecionar, ficava incomodada com a miséria do povo indiano. Em especial com a pobreza em torno de Calcutá. Em 1946, enquanto viajava de trem para Darjeeling, sentiu a necessidade de mudança. Em 48 foi fazer um curso médico básico no Hospital da Sagrada Família, naturalizou-se indiana e foi pras favelas cuidar dos pobres.


Durante o primeiro ano ela experimentou muitas dificuldades, e geralmente tinha que implorar pra conseguir suprimentos e comida pros pobres. A coisa melhorou um pouco no final de 1950, quando o Vaticano deu permissão pra ela montar sua própria congregação diocesana, que se tornaria a Missionárias da Caridade, pra cuidar da galera mais zoada e discriminada da sociedade.


Em 1952 ela abriu uma casa, num antigo templo hindu, pra que as pessoas pudessem morrer com dignidade. Muçulmanos, cristãos e hindus recebiam os cuidados em seus momentos finais, e eram sepultados segundo suas crenças. Ela chamava isso de ‘bela morte’.


Logo depois veio uma casa pra leprosos, e depois uma pra crianças abandonadas. A ordem se espalhou pelo mundo, recrutando cristãos e não-cristãos pra ajudar. Em 2007 as Irmãs da Caridade já contavam com 600 centros em 120 países.


Recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1979.


Morreu em 1997, aos 87 anos, de ataque cardíaco.


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